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Presidente do Mercosul sugere criação de cargos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O representante máximo do Mercosul, o argentino Carlos Chacho Alvarez, sugeriu que a infraestrutura do bloco seja ampliada para fortalecer sua institucionalidade e agilidade em temas de interesse comum, como energia, cuidados agrícolas, medidas sociais e de capacitação de funcionários, além de maior atenção às questões internacionais. Durante entrevista à imprensa brasileira na segunda-feira, ele reconheceu que a criação destes cargos de "conselheiros" ou "observadores", além de um ombudsman, ajudaria na coordenação do bloco e na melhor atenção, principalmente, aos dois sócios de menor porte, Paraguai e Uruguai. Nos últimos tempos, os dois países se queixaram de não participar das discussões que envolveram apenas Brasil e Argentina, os sócios maiores. Entre os debates nos quais se sentiram excluídos estão a construção de um gasoduto com os dois países e a Venezuela e a implementação de uma salvaguarda, batizada de MAC (Mecanismo de Adaptação Competitiva), que limitará as vendas de alguns setores brasileiros para o mercado argentino. Celulose E, enventualmente, produções agrícolas argentinas para o Brasil. Essa maior infraestrutura, entende “Chacho”, como é mais conhecido, abriria os horizontes do bloco, fundado há exatos quinze anos e que há vinte anos lançou seu embrião, a partir da sugestão e maior união entre Brasil e Argentina. "Com essas participações dos conselheiros ampliaríamos nossas discussões para assuntos estratégicos não conflitivos, mas necessários para melhorar a vida das pessoas do bloco", disse ele. No caso da área social, ele citou exemplos de avanços nesta integração: a decisão, tomada na semana passada, de se criar uma base única de dados referentes aos anos de repressão política, na década de 70 e início da década de 80, e ainda de combate à prostituição infantil, além da criação de um instituto de previdência social que permitirá que trabalhadores de um país não percam o tempo de contribuição no país de origem, caso tenham trabalhado e contribuído em outro país do Mercosul. Sobre isso, informou, haverá uma reunião na sexta-feira entre autoridades do bloco. Chacho Alvarez ocupa o cargo de Presidente da Comissão de Representantes do Mercosul – nome oficial do seu posto – e como tal admitiu que o bloco viveu dias difíceis com as diferenças registradas entre a Argentina e Uruguai, devido à construção de duas fábricas de pasta de celulose, às margens do rio Uruguai. Mas ele ressaltou que essa é uma questão "bilateral" e que, acredita, será resolvida nessa quarta-feira num encontro entre os presidentes Néstor Kirchner, da Argentina, e Tabaré Vázquez, do Uruguai. "O Tribunal do Mercosul não poderia resolver o problema, já que ele está mais voltado para as questões comerciais e não de meio-ambiente", afirmou. |
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