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Republicano chama Bush de impostor em livro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Oportunistas republicanos hoje se distanciam da Casa Branca de George W. Bush e até disparam contra o presidente. Bruce Bartlett não faz parte desta categoria de impostor. Ele está atirando há tempos, da direita, contra Bush. Conservador assumido e republicano orgulhoso, Bartlett é um autor enfurecido, o que redunda em hipérboles e falta de nuances no seu livro. Nada funciona com a política econômica desta Casa Branca. Com sua fuzilaria, ele perdeu em outubro passado o emprego em um think tank conservador no Texas, o National Center for Policy Analysis. Bartlett foi assessor econômico nos governos de Reagan e do primeiro presidente Bush. O foco do seu livro é explicar como o atual Bush na Casa Branca levou o país à "falência" e "traiu" o legado de Reagan. Parece muito mais a retórica de franco-atiradores de esquerda, mas Bartlett reflete uma esquizofrenia entre os republicanos. Ele integra a ala favorável a um governo pequeno e com disciplina fiscal. São atributos ausentes entre os republicanos que estão no poder e aqui vale lembrar que Bush não é o único culpado pelo descontrole de gastos. O Congresso é de maioria republicana. Barlett lembra que o presidente permitiu que os gastos federais crescessem 8% ao ano. É uma taxa de expansão que não se via há 40 anos, desde que o democrata Lyndon Johnson ocupava a Casa Branca. Nunca é demais lembrar que Bush é o primeiro presidente em 200 anos, cumprindo um mandato completo, que não vetou nenhuma lei. Os congresssistas são incontroláveis para aumentar o rombo orçamentário e o presidente endossa o cheque. O problema é que ao sacrificar Bush no altar e beatificar Reagan, Bartlett não ressalta que o ex-presidente tampouco foi um exemplo de disciplina fiscal. Bartlett está tão furioso que é pródigo nos elogios ao predecessor do "impostor". Para ele, Bill Clilnton foi exemplar com sua política de contenção de gastos. E faz uma advertência: se a hemorragia orçamentária continuar, Hillary Clinton poderá fazer campanha como candidata democratas nas eleições presidenciais de 2008 à direita dos republicanos, pelo menos em questões fiscais. As reclamações de Bartlett não envolvem apenas a farra de gastos. Ele critica o estilo de governo do presidente, que exige lealdade canina dos assessores e como resultado hoje vive em uma bolha política. Em outro contraste com o governo Cllinton, Barlett lamenta a ausência de um debate interno aberto sobre as políticas oficiais. Ele diz que isto acontece porque na atual Casa Branca "existe uma desconfiança antiintelectual dos fatos e análises", além de um obsessão com o segredo. Apesar de tanta frustração, Bartlett insiste que não troca de partido, mas ele até divaga sobre as vantagens de uma derrota eleitoral dos republicanos. No raciocínio dele, na oposição o partido poderia empreender reformas e reencontrar o seu caminho. E no poder ficariam os democratas, os novos impostores. Impostor | NOTÍCIAS RELACIONADAS Livro explica cicatrizes da guerra e feridas da paz no Oriente Médio17 fevereiro, 2006 | BBC Report Francês Henri Lévy escreve sobre vertigens americanas03 fevereiro, 2006 | BBC Report Em livro, Bremer defende seu trabalho no Iraque20 janeiro, 2006 | BBC Report Internautas julgam site em 1/20 de segundo, diz estudo16 janeiro, 2006 | BBC Report Historiador reconstrói passos da Europa após a Segunda Guerra23 dezembro, 2005 | BBC Report Historiador fala da guerra, de Atenas a Bagdá09 dezembro, 2005 | BBC Report Afiada e venenosa, Maureen Dowd lança livro sobre pós-feminismo25 novembro, 2005 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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