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Afiada e venenosa, Maureen Dowd lança livro sobre pós-feminismo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No seu novo livro com ruminações e provocações sobre o pós-feminismo, a jornalista Maureen Dowd pergunta: os homens são necessários? Para Dowd, eles são imprescindíveis, especialmente quando ocupam a Casa Branca. Afiada, venenosa e única mulher com coluna fixa na página de opinião do The New York Times, ela teve Bill Clinton como uma das grandes vítimas. Hoje Maureen Dowd despeja sua poção em George W. Bush, "o garoto mimado com botas de caubói", a quem ela se refere simplesmente como W. Mas Maureen Dowd não discrimina político de qualquer sexo. Ela nunca perdoou a ex-primeira dama Hillary Clinton por ter segurado a barra do marido no escândalo Monica Lewinski. No livro, Dowd escreve que "de certa forma, Hillary destruiu a integridade do feminismo". Polêmica é a alma do negócio de colunistas e Maureen Dowd é incomparável no métier. Detratores (e eles existem aos montões) a acusam de frivolidade, mas, cá entre nós, é difícil resistir à verve de Maureen Dowd, que em 1999 ganhou o prêmio Pulitzer por suas colunas sobre o escândalo sexual envolvendo Bill Clinton. Nascida em Washington, filha de imigrantes irlandeses (o pai era policial e durante 20 anos foi chefe da segurança no Senado), Maureen Dowd trabalha no The New York Times desde 1983. Foi a segunda mulher a ser setorista do jornal na Casa Branca e sempre se irritou com as insinuações de que flertava com as fontes para arrancar informações. Isto não significa que esta solteira de 53 anos, de flamejantes cabelos vermelhos, não adore flertar e namorar. Entre outros, ela já circulou com o ator Michael Douglas e Aaron Sorkin, o criador de West Wing, o seriado político por excelência na televisão. No livro, Maureen Dowd divaga sobre as diferenças biológicas no flerte e lamenta a dificuldade que mulheres talentosas e bem-sucedidas têm para encontrar parceiros à altura. Em contrapartida, outro tema do livro é a reversão pelas mulheres para expectativas pré-feministas após conquistarem a liberdade sexual e mais espaço profissional nas últimas décadas. O lançamento do livro de Maureen Dowd é um espetáculo. Ela se engajou no circuito de entrevistas e promoções, deixando de escrever suas colunas por algumas semanas. Maureen Dowd não se cansa de dizer que decidiu escreveu o livro porque estava cansada de cobrir duas gerações da família Bush (no ano passado, ela publicou Bushworld), um assunto que não combina com sexo. A promoção do livro recebeu um ótimo estímulo com a mais recente e ferina controvérsia envolvendo Maureen Dowd. Ela escreveu uma coluna pedindo a cabeça de Judith Miller, a ex-repórter do The New York Times, que passou 85 dias na cadeia por não revelar sua fontes na investigação sobre o vazamento do nome de uma agente de CIA. Maldosa como sempre, Dowd começou a coluna dizendo que "eu sempre gostei de Judy Miller", mas depois foi o assassinato. O título da coluna era "mulher de destruição em massa", referência aos artigos supostamente investigativos de Judith Miller, ecoando as denúncias do governo Bush sobre o arsenal de Saddam Hussein que se revelou inexistente. Num comentário machista, pode-se dizer que Maureen Dowd venceu a "guerra das víboras" dentro do The New York Times. Nada mais justo para alguém que o presidente Bush, ou W, apelidou de "A Cobra". Maureen Dowd é uma jornalista necessária. Are Men Necessary? |
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