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Atualizado às: 02 de fevereiro, 2006 - 13h34 GMT (11h34 Brasília)
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Prefeito Patinhas
O ano de 2005 foi bom para Nova York: sobraram US$ 3 bilhões no cofre da cidade.

Esta semana, o prefeito Michael Bloomberg nos explicou como vai gastar nosso dinheiro.

Raríssimo e, inédito na verdade, o plano do prefeito.

Vai colocar todo o dinheiro no porquinho.

Não vai gastar nem um centavo em novos ou velhos programas, nem nos devolver nada daquela tremenda garfada que nos deu em 2003 quando aprovou o maior aumento no imposto predial na história da cidade.

Este é meu quinto prefeito em Nova York e, de longe, o melhor deles.

Paga suas campanhas políticas com dinheiro do próprio bolso, não deve nem pede favores politicos, nomeia, promove e demite na base do mérito.

A cidade está mais segura do que nunca, mais limpa, as escolas melhoraram, os transportes públicos funcionam.

Quando Bloomberg assumiu o governo, em 2002, logo depois dos ataques às torres, Nova York estava num buraco financeiro sem saída à vista.

O prefeito nos diz que agora estamos bem, mas daqui a um ano vamos cair naquele mesmo buraco e por isto esta guardando os 3 bilhões no cofre.

O dinheiro vai ajudar a pagar os crescentes custos das pensões, planos de saúde e os juros dos empréstimos da cidade.

Você, com certeza, já ouviu esta história.

Cortar impostos é uma obsessão dos republicanos, a principal promessa deles em todas as campanhas.

Não gosto de pagar impostos, mas com o governo Bush fico sempre com a sensação de que estou sendo lesado.

Pago uma ninharia a menos de impostos federais mas as companhias de seguro e energia, grandes contribuintes dos políticos, me tomam o que deixei de pagar de impostos e muito mais.

Posso estar sendo um idiota, mas Bloomberg, que nunca tinha sido político até ser prefeito, me dá a impressão de que fala a verdade.

Se outro político pegasse US$3 bilhões que na realidade pertencem a nós, contribuintes, e dissesse que ia guardar para o futuro, haveria uma gritaria.

Com Bloomberg, ninguém deu um pio.

Arquivo - Lucas
Leia as colunas anteriores escritas por Lucas Mendes.
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