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Atualizado às: 12 de janeiro, 2006 - 13h57 GMT (11h57 Brasília)
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Lucas Mendes: A bandeirada de Tamir Sapir
O nome do judeu da Geórgia, na antiga União Soviética, era Teimuraz Sepiashvili, mas entrou nos Estados Unidos como Tamir Sapir.

Antes de chegar ao Kentucky, sem falar inglês, Tamir tinha passado por Israel e pela Alemanha. No sul dos Estados Unidos, o primeiro emprego dele foi levar e trazer um grupo de judias idosas para passar o dia num centro comunitário.

Tamir aprendeu inglês com elas e, depois de poucos meses, se mandou para Nova York, onde aprendeu o que era uma bandeirada. Trabalhava mais de 12 horas por dia dirigindo um táxi e, seis meses depois, comprou o seu próprio carro.

Com o dinheiro da venda do táxi e mais algum emprestado, entrou como sócio numa loja de produtos eletrônicos na Broadway que vendia para compatriotas russos de passagem por Nova York.

O mesmo tipo de loja para turistas brasileiros na rua 46, mas a freguesia de Tamir era a nata soviética.

Novas amizades

Uma Sony aqui, um videogame ali, e Tamir acabou fazendo amizade com um amigo do ministro da Energia, homem do petróleo e derivados na velha e comunista União Soviética.

A partir daí, foi fácil conseguir uma guia de exportação e, de comissão em comissão, Tamir começou a investir em imóveis em Nova York.

Numa época em que a cidade estava em crise, e os preços dos prédios, lá embaixo, Tamir deu uma tacada certa em cima da outra.

Meia dúzia de imóveis que comprou por menos de US$ 20 milhões hoje, 15 anos depois, valem US$ 1,5 bilhão.

Esta semana, Tamir, que tem 58 anos, pagou US$ 40 milhões de dólares pela casa mais cara já vendida em Manhattan, conhecida como mansão Duke Seamans.

Pertencia à família da falecida Doris Duke, herdeira de fortuna tabacaleira. A mansão, na Quinta Avenida com a Rua 82, fica em frente ao Metropolitan. Se você já foi ao museu, já viu a mansão. Chama a atenção.

Tamir Sapir não sabe se é o imigrante mais rico dos Estados Unidos. Ele é, com certeza, o imigrante que mais paga imposto e também o ex-motorista de táxi mais bem-sucedido do país, mas se não fosse aquela conexão com o comunista no ministério soviético, onde estaria Tamir?

Arquivo - Lucas
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