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Atualizado às: 05 de janeiro, 2006 - 16h06 GMT (14h06 Brasília)
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Super lésbica
Minha Christine não dá moleza. Digo "minha Christine " porque estou sendo politicamente mais do que correto.

Até ontem a lésbica assumida, representava meu bairro na câmara municipal de Nova York.

Era a minha vereadora. Hoje, Christine Quinn foi eleita para líder da câmara e se tornou a lésbica mais poderosa de todo país, segundo uma citação no The New York Times. (Se é a lésbica mais poderosa dos Estados Unidos não seria também do universo?).

O prefeito Bloomberg conhece o calibre da minha representante. Em março do ano passado, ele anunciou com grande alarde a construção de um super estádio de futebol em Manhattan para o time dos Jets.

O projeto de 2 bilhões e 800 milhões de dólares tinha apoio de fortes grupos financeiros, poderosos sindicatos e geraria, além de milhares de empregos, milhões de dólares para a cidade.

Com o prestígio de Bloomberg em alta, o estádio parecia irresistível mas a minha Christine foi a primeira a dizer não: no meu quintal (o Terceiro distrito) nem vem que não tem. Bye bye estádio.

Christine já tinha confrontado donos de apartamentos que queriam aumentar alugueis e se distinguiu numa campanha contra a direita cristã que tentou assumir a direção das escolas de Nova York. Ganhou ambas paradas e várias outras.

Christine Quinn é uma democrata de 39 anos. Começou a carreira política como chefe da campanha de Tom Duane para a câmara municipal de Nova York.

Ele foi o primeiro vereador assumidamente gay e o primeiro com o vírus da aids em todo país.

Depois, como chefe de gabinete de Tom Duane, Christine reforçou suas conexões no influente Terceiro distrito que cobre o Greenwich Village, Chelsea, partes do Soho , Hells Kitchen e Murray Hill.

69 por cento da população do distrito é branca mas você não precisa do censo para saber que concentra o maior número de gays e lésbicas de Nova York.

O prefeito Bloomberg é um republicano que está com mais prestigio do que nunca inclusive entre os gays e lésbicas.

Apesar do estádio e outras divergências, Christine Quinn e Mike Bloomberg se tratam com admiração e elogios mas vão bater de frente. É inevitável. Não atacam por trás nem fogem de briga.

Mas aqui termino com uma duvida. Será que podemos dizer que ambos são dois machos no bom sentido? Passa pelo crivo da BBC?

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