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Atualizado às: 01 de dezembro, 2005 - 08h15 GMT (06h15 Brasília)
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Lucas Mendes: Rebolou? Dançou!
Dois casais em pé no bar de um restaurante começaram a rebolar no ritmo da música durante o show.

Uma semana depois, o dono do restaurante, o Joe's Pub, recebeu uma multa porque ele não tinha licença de cabaré que permite dança no restaurante. A multa descrevia o rebolado dos casais.

Não foi a primeira multa do Joe's Pub por causa de dança de freguês nem é uma perseguição dos fiscais do DCA, o Department of Consummer Affairs, que regulamenta onde e como é permitido dançar em Nova York.

A lei que proíbe dança em bares e restaurantes da cidade foi criada em 1926 para reprimir a animação dos fregueses nos clubes de jazz do Harlem, mas afetou toda a cidade.

A mesma lei foi usada na década de 60 para fechar bares de gays.

Na década de 90, em nome da qualidade de vida, o prefeito Giuliani reativou a lei contra a dança e, em três anos, fechou 69 bares e clubes por violação dos estatutos do cabaré.

Alvará de cabaré custa um preço proibitivo para donos de bares e restaurantes que não tem nem querem pistas de dança mas nem sempre conseguem impedir que um casal dance ou que um grupo faca uma conga entre as mesas.

Paul Chevny, professor de direito da New York University, entrou com um processo questionando a constitucionalidade da lei que proíbe a dança.

Há quinze anos, ele derrubou uma outra lei que proibia saxofone na maioria dos clubes da cidade, uma lei também criada para reprimir músicos do Harlem na década de 20.

Clubes que não pagassem por uma licença extra só podiam ter instrumentos de corda e piano.

O professor de 70 anos, que é um sapateador amador, ganhou a parada com o argumento que os instrumentos de sopro são uma forma de expressão cultural protegida pela primeira emenda da Constituição.

Este mesmo argumento foi usado e derrotado num Tribunal superior do Texas.

Os juízes decidiram que o rebolado e qualquer forma de dança ou gingado em público não é um direito garantido pela Constituição americana.

Este rebola-não-rebola é capaz de gingar ate o Supremo Tribunal Federal em Washington.

66Arquivo - Lucas
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