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Eleitores pedem pela volta de Ricardo Lagos em 2010 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Aos gritos de "2010, 2010", eleitores chilenos acompanharam a votação do presidente do país, Ricardo Lagos, que após seis anos de governo entregará o cargo no dia 11 de março. O ano 2010 é uma referência ao próximo governo, depois do que será eleito, neste domingo, no segundo turno das eleições presidenciais. "Lagos, amigo, o povo está contigo", insistiam os eleitores. "Lagos, amigo, o povo quer você de volta". O socialista Ricardo Lagos apoiou a escolha da médica Michelle Bachelet para sua sucessão no Palácio presidencial La Moneda, mas não conseguiu transferir para a presidenciável os votos que poderia receber, hoje, caso fosse candidato. Não volta De acordo com pesquisa de opinião do instituto Mori, divulgada na sexta-feira, Lagos conta com 75% de imagem positiva, índice que cresceu nos últimos tempos. Quando foi eleito, em 2000, numa eleição apertada, ele recebeu 51,3% dos votos contra 48,6% dados ao então candidato Joaquín Lavin, da UDI (União Democrática Independente). "Os votos que Lagos poderia receber hoje não foram transferidos para Bachelet porque o empresariado mais conservador apóia sua gestão, mas prefere primeiro ver um socialista atuar para depois dizer que aprova sua administração", criticou o ex-ministro Alejandro Foxley, cotado para ser ministro das Relações Exteriores, caso Bachelet seja eleita. Pela legislação eleitoral, segundo analistas, Ricardo Lagos poderia voltar a ser candidato em 2009, já que o país não tem reeleição, mas permitiria o retorno de um presidente após o intervalo de um mandato presidencial. Mas a mulher do presidente, Luisa, negou, reiteradamente, durante diferentes entrevistas, que o marido, de 68 anos, pretenda voltar ao La Moneda. Após o voto Nesse domingo, logo após votarem, os candidatos Michelle Bachelet e Sebastián Piñera passaram a tarde com suas respectivas famílias. Depois de dormir uma siesta (tirar um cochilo), como informou a imprensa chilena, Piñera preparava-se para passear de helicóptero com a família pela cidade. Ele mesmo pilotando. Bachelet almoçava com a mãe, Ângela Jeria, de 79 anos, e os três filhos – Sebastián, Francisca e Sofia – num restaurante do hotel Sheraton, acompanhada de um tio que vive nos Estados Unidos e veio para acompanhar as eleições. Seja qual for o resultado desta quarta eleição presidencial, desde a retomada da democracia, recorda-se, nas emissoras de rádio e de televisão do Chile, que ele será inédito. Se Bachelet for eleita, será a primeira mulher presidente do país. Se o empresário Piñera for eleito, será a primeira vez que um milionário ocupará o poder e também a primeira vez, em quase cinqüenta anos, que a direita será eleita para a presidência do país. No primeiro turno, Bachelet teve cerca de 43% dos votos e Piñera 23%. Mas como Piñera conquistou parte dos votos de centro, de eleitores que não se identificam com Bachelet, passou a aparecer com mais de 40% nas últimas pesquisas de opinião. Ainda assim, acredita-se, que ela venceria o pleito. Só o resultado oficial poderá confirmar ou desmentir as previsões. A expectativa é de que as parciais, desta eleição tranqüila, com incidentes isolados, começarão a ser divulgadas a partir das 18h, hora local, uma hora a menos do que no Brasil. |
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