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Atualizado às: 12 de janeiro, 2006 - 22h52 GMT (20h52 Brasília)
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Candidatos chilenos tentam conquistar indecisos

Michelle Bachelet
Michelle Bachelet, do partido do presidente, poderá ser a primeira mulher a ocupar o cargo no Chile
O Chile encerra, nesta quinta-feira, a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais deste domingo, com os candidatos Michelle Bachelet e Sebastián Piñera tentando consolidar as intenções de voto e conquistar os indecisos.

Os indecisos representam cerca de 8% (cerca de 600 mil eleitores) do total do eleitorado, formado por mais de sete milhões de votantes, segundo diferentes pesquisas de opinião.

Mas com levantamentos, como o do instituto Mori, que revelaram, nesta quinta-feira, 45% para ela e 40% para ele, cada voto pode ser decisivo, como destacou à BBC Brasil o professor de ciências políticas da Universidade do Chile, Guillermo Holzman.

"Será uma disputa tensa e num momento em que o chileno revela um novo jeito de votar. Menos ideologia, mais identidade com o candidato e não com um partido em si e, principalmente, quando a maioria apóia os avanços do país, mas quer ver os resultados chegando ao próprio bolso", disse ele.

Se a médica, ex-torturada e presa política, ex-ministra da Defesa e da Saúde, do governo do presidente Ricardo Lagos, for eleita para o Palácio presidencial de La Moneda, será a primeira vez que uma mulher ocupará o cargo no Chile.

Bachelet representaria o quarto governo da "Concertación" – frente de centro-esquerda que ocupa o poder desde o retorno da democracia, há dezesseis anos.

No caso de o empresário Sebastián Piñera, do partido Renovação Nacional, ser eleito, representará o retorno da direita, pelo voto direto, pela primeira vez, desde que Jorge Alessandri Rodríguez, recordou Holzman, foi eleito em 1958.

Cartazes

O candidato Sebastián Piñera
O candidato Sebastián Piñera
A três dias do segundo turno das eleições presidenciais neste país de 15 milhões de habitantes e tempos de expansão econômica, as ruas da capital chilena estão cobertas com cartazes de Bachelet e Piñera.

"Por Chile, Por la Gente" ("Pelo Chile, Pelo Povo"), escreveu-se nos cartazes dela. "Chile quiere más" ("Chile quer mais"), destacou-se nos dele.

Agora, como no primeiro turno do pleito, dia 11 de dezembro, o clima é de tranqüilidade no país. Bachelet chegou a dançar "merengue" num programa de TV, na quarta-feira à noite, como informaram os jornais do dia seguinte.

Um baile que na opinião de diferentes assessores do presidente Lagos sinalizaria, mesmo com certa cautela, uma "espécie de comemoração antecipada".

No governo, alguns assessores diretos do presidente, socialista como Bachelet, só se referem-se a ela como "presidente eleita".

A candidata afirmou que as urnas confirmarão que será a primeira presidente do país e que será também uma aprovação à gestão de Lagos.

No comitê de campanha de Piñera a expectativa é de que ele ainda possa surpreender no domingo. O candidato realizará seu último comício no balneário de Valparaíso e Bachelet na capital chilena.

O presidente eleito tomará posse em março e governará com um Congresso Nacional que, num fato inédito, terá maioria da Concertación – a frente de centro-esquerda.

Um fato que poderá contribuir para os projetos de Bachelet, mas que ainda é incógnita no caso de o empresário chegar ao poder.

Ricardo LagosRicardo Lagos
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