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Bachelet agradece apoio recebido de Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A presidenciável Michelle Bachelet, da frente governista Concertación, disse que ficou “muito contente” com o apoio que recebeu do presidente Lula. “Temos boa relação com o presidente Lula. E para o Chile, o Brasil é muito importante. Nossa relação é prometedora e estupenda”, disse. As declarações da médica pediatra, ex-ministra da saúde e da defesa do atual governo do presidente Ricardo Lagos, foram feitas em meio ao tumulto de eleitoras e jornalistas que a seguiam, pela manhã, no colégio religioso Verbo Divino, na capital chilena, onde só votam mulheres. “Bachelet presidente”, gritavam as eleitoras. “Chile, Chile adiante”. Lula mostrou sua simpatia pública pela candidata ao Palácio La Moneda durante a reunião do Mercosul, semana passada, em Montevidéu, no Uruguai. Candidatos competitivos Sob sol forte, a presidenciável, que aparece à frente das pesquisas de opinião, chegou de mãos dadas com a filha menor, Sofia, de 12 anos, e ao lado da mãe, Ângela Jeria, de 79 anos. “Serei a primeira presidente do Chile”, destacou. Mas não descartou que possa ir para o segundo turno com um dos candidatos que aparecem em segundo e em terceiro lugar (ou até tecnicamente empatados), de acordo com as pesquisas de opinião. “Trabalhamos, com todo entusiasmo, para ganhar no primeiro turno. Entre outros motivos porque não temos tempo a perder. O próximo governo terá apenas quatro anos. E será bom ter tempo para planejá-lo”, afirmou. Em caso de segundo turno, a votação será realizada no dia 15 de janeiro e a posse do próximo presidente do Chile está marcada para março. “Apesar do meu otimismo, sei que são quatro candidatos competitivos e é possível que, então, haja segundo turno”, admitiu. Bachelet referia-se a ela, aos candidatos Sebastián Piñera, da RN, Joaquín Lavín, da UDI, e Tomás Hirsch, da frente de esquerda “Juntos Podemos Mais”. Votação tranquila Voz tranqüila, calça comprida e paletó na cor mostarda, Michelle Bachelet disse que sua candidatura reunirá a maioria dos votos. “Então, se tiver segundo turno, teremos três vitórias. A de hoje, a parlamentar, e no segundo turno. Isso, se houver segundo turno”, reiterou. Diante da euforia das suas seguidoras, que gritavam “Bachelet presidente” e “Chile adiante”, Bachelet disse, baixinho: “Cuidado, vamos acabar presas”. A lei eleitoral proíbe qualquer tipo de manifestação nas áreas próximas de votação. Em meio a um clima de tranqüilidade, os cerca de oito milhões de chilenos comparecem às urnas, num dia de altas temperaturas, e com a expectativa de que o resultado será conhecido na noite deste domingo. Aposta no “cansaço” da Concertación Um pouco antes do voto da presidenciável, o candidato milionário Sebastián Piñera falou com a imprensa chilena, num café da manhã em sua casa. Ele insistiu que irá para o segundo turno porque a população de seu país “está cansada” da Concertación, que já está há quase dezesseis anos no poder. “Temos que renovar, sem desrespeitar as boas medidas que foram feitas até agora”, afirmou. O candidato Joaquín Lavín fez declarações parecidas. “Era mais difícil ganhar do Ricardo Lagos do que da Bachelet”, disse. Fator surpresa Nas últimas eleições, Lavín surpreendeu e desmentiu algumas pesquisas de opinião quando os votos foram contabilizados. Ele recebeu 47,51% dos votos no primeiro turno e 48,69% no segundo, perdendo para Lagos, que conquistara a maioria necessária para chegar ao palácio presidencial de La Moneda, naquelas eleições de 1999. Ex-jornalista, ele é autor de um livro – “Revolução Silenciosa” – que elogia a administração do ex-ditador Augusto Pinochet. Lavín, que nos últimos tempos tentou afastar-se da imagem do ex-ditador, aposta, segundo seus assessores, no voto envergonhado e na capacidade de mobilização da UDI, dominante nos lugares carentes e onde nem sempre chegam as pesquisas de opinião. Até o início da tarde, o único incidente registrado nessa quarta eleição presidencial desde o retorno da democracia ocorreu quando o candidato ao Senado, Pablo Longueira, do mesmo partido que Lavín, foi agredido com tomates, ovos e moedas, na hora da sua votação. Ele não quis comentar o incidente. Outro fato que chamou a atenção neste dia de eleição no Chile foi o momento da votação do atual presidente Ricardo Lagos. Fortemente aplaudido, ele confessou estar “muito emocionado”. Após seis anos de governo, Lagos entregará o cargo em março e atualmente tem popularidade maior do que quando assumiu a Presidência, em 2000. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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