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Rival reconhece ter perdido para Evo Morales na Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O principal candidato conservador à Presidência da Bolívia, Jorge "Tuto" Quiroga, admitiu ter sido derrotado nas eleições deste domingo pelo líder cocalero Evo Morales, do partido Movimento ao Socialismo (MAS). A declaração se seguiu ao anúncio de que as primeiras projeções indicam que Morales teria conquistado pouco menos de 50% dos votos. Logo depois da votação, as pesquisas de boca-de-urna já apontavam para uma vitória de Morales. Os números divulgados por duas das maiores emissoras de televisão bolivianas indicavam que Morales teria recebido mais de 44% dos votos e ficado mais de dez pontos percentuais à frente do ex-presidente Quiroga, candidato do partido Poder Democrático e Social (Podemos). A legislação do país determina que, se nenhum dos oito candidatos conseguir 50% e mais um dos votos válidos, o Congresso é quem vai escolher o presidente entre os dois mais votados. Se a escolha do novo presidente ficar para o Congresso, a decisão será tomada em janeiro pelos 130 deputados e 27 senadores eleitos neste domingo. Congresso Além de votar em um dos candidatos a presidente, os cerca de 3,6 milhões de eleitores inscritos na Bolívia também puderam escolher os novos deputados, senadores e, pela primeira vez na história do país, os governadores das nove províncias bolivianas. As pesquisas de boca-de-urna indicam que o Podemos deve conquistar, no mínimo, 13 das 27 vagas no Senado. O MAS elegeria pelo menos 12 senadores. Os senadores, três por província, são eleitos a partir da votação dos candidatos a presidente. O partido do candidato que vencer a disputa em cada província elege dois senadores – o que ficar em segundo tem direito à terceira vaga no Senado. Na Câmara dos Deputados, uma projeção da emissora Unitel indica que o MAS deve ficar com cerca de 65 das 130 cadeiras. O Podemos deve eleger 45 deputados e as outras 20 vagas seriam ocupadas por candidatos de outros quatro partidos. Indígena Mesmo se não conseguir a maioria absoluta dos votos, Evo Morales deve receber uma votação histórica, a maior na Bolívia desde 1982, quando o país voltou a ter um governo de civis após mais de dez anos de regime militar. Morales também pode se tornar o primeiro indígena a chegar à Presidência da Bolívia. Durante a campanha, o cenário político boliviano se polarizou em duas candidaturas: a de Morales, que representava os movimentos sociais, e a de Quiroga, que tinha o apoio de empresários e setores conservadores. Evo Morales defende a nacionalização dos recursos naturais bolivianos, principalmente o petróleo e o gás natural. O líder cocaleiro espera inclusive recuperar o controle de duas refinarias do país atualmente administradas pela Petrobras. A empresa brasileira investiu mais de US$ 1 bilhão na Bolívia nos últimos dez anos e gera aproximadamente 20% da arrecadação do governo boliviano. Além disso, por meio do gasoduto que liga os dois países, a Petrobras exporta da Bolívia para o Brasil cerca de 24 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Morales também desperta preocupação no governo americano, que não vê com bons olhos os planos do candidato boliviano de legalizar plantações de folha de coca e a amizade do líder cocaleiro com o presidente venezuelano, Hugo Chávez. |
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