|
Prostitutas argentinas voltam para a escola | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma escola primária na cidade de Córdoba, na Argentina, está dando aulas especiais para mulheres que trabalham na indústria do sexo. Elas aprendem a ler e a escrever, além de matemática, e a ter mais respeito próprio, como parte de um programa iniciado em outubro 2003. Na Argentina, cerca de 90% das prostitutas jamais terminaram a escola primária, segundo Maria Eugenia Aravena, a fundadora da escola, que também já trabalhou na indústria do sexo. A escola é baseada na Associação das Mulheres Prostitutas da Argentina, que dá apoio à iniciativa, que só recebeu dinheiro do governo para a compra de alguns livros. A entidade começou com 10 alunas, mas agora já conta com 22. Ler e escrever Patrícia, 41 anos, que trabalhou 25 anos como prostituta e é uma das estudantes, diz que a escola já lhe ajudou a melhorar bastante. Ela diz que está deixando para trás, por exemplo, “a vergonha que você sente quando não sabe falar direito, quando você leva os filhos para a escola”. “Aprender a escrever está sendo muito útil para mim”, diz ela. Outra aluna, Melissa, 21 anos, diz que a escola lhe ajudou a enfrentar uma situação difícil quando foi expulsa de casa por ter ficado grávida. “Agora eu conheço Maria Eugenia e as outras, e sinto que não estou sozinha, e nem o bebê”, diz Melissa, cujo filho tem 10 meses de idade. Respeito próprio Um dos objetivos do programa, segundo Aravena, é mostrar às prostitutas a desenvolver um sentimento de poder e de respeito próprio. A prostituição não é um crime na Argentina, mas é uma atividade altamente estigmatizada, e Aravena diz que a sociedade diz a estas mulheres que elas não servem para nada, devido à sua profissão. Se elas são aceitas na comunidade, diz ela, as prostitutas se sentem menos envergonhadas e aprendem que são capazes de fazer outras coisas. “Você cresce enquanto mulher, sua mente se amplia”, concorda Patricia. “Eu estou realmente orgulhosa de ter sido uma trabalhadora e não tenho que baixar minha cabeça para ninguém.” |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Dobra número de britânicos que pagam por sexo, diz estudo01 dezembro, 2005 | BBC Report Prostitutas geraram tensão diplomática na 2ª Guerra01 de novembro, 2005 | Notícias Dinamarquês quer que Estado pague gastos com prostitutas05 outubro, 2005 | BBC Report Polícia britânica liberta 19 supostas escravas sexuais30 de setembro, 2005 | Notícias Livro traça perfil de prostitutas brasileiras em Portugal28 setembro, 2005 | BBC Report Brasileira chefiava rede de prostituição na França25 março, 2005 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||