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Atualizado às: 05 de outubro, 2005 - 15h20 GMT (12h20 Brasília)
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Dinamarquês quer que Estado pague gastos com prostitutas
Hansen se queixa que visitas a domicílio representam gastos extras
Um deficiente dinamarquês está brigando na Justiça para conseguir que o governo do país lhe ajude a pagar pelos serviços de prostitutas que vão a sua casa.

Torben Hansen sofre de paralisia cerebral, que afeta severamente sua fala e sua mobilidade, e acredita que o governo local tem a obrigação de arcar com os custos extras em que incorre quando contrata os serviços de uma prostituta.

Ele alega que não tem como ir encontrá-las e por isso tem que pagar um preço mais elevado pela visita a domicílio.

“É muito mais caro contratá-las para vir aqui em casa do que ir a um bordel”, disse Hansen à BBC.

“É uma necessidade para mim. Eu não me movimento muito bem e me é impossível ir até lá.”

O caso está sendo analisado pela Justiça da Dinamarca.

Confiança

As autoridades locais da Dinamarca indenizam pessoas que têm gastos extras decorrentes de deficiências.

A prostituição e outras atividades comerciais que envolvem o sexo não são ilegais, desde que não constituam a única fonte de emolumentos de uma mulher.

Hansen começou a solicitar a visita de prostitutas após participar de um curso em um centro de atendimento social.

Lá ele e outros deficientes aprenderam que, se sentissem necessidade, “poderiam fazer alguma coisa a respeito”.

“Eu sentia um forte desejo sexual, e acho que me senti confiante naquela ocasião para chamar uma garota para ir à minha casa.”

“Desde então recebi várias acompanhantes em minha casa, mas também tive namoradas.”

Sua mais recente namorada ficou com ele por seis meses, mas morreu em 2003.

Depois disso, ele começou a solicitar novamente o serviço das prostitutas.

Hansen afirma que muita pesquisa já foi feita com pessoas em sua situação, e uma das conclusões é que o fato de não estar satisfeito sexualmente pode levar a “frustração e agressão”.

“Não é justo negar o direito a uma vida sexual para as pessoas que têm deficiências”, disse ele.

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