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Atualizado às: 12 de dezembro, 2005 - 20h17 GMT (18h17 Brasília)
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Data para fim de subsídios à exportação pode 'destravar' Doha, diz Amorim

O chanceler Celso Amorim
Chanceler diz que data ajudaria a romper impasse na OMC
A definição da data para a eliminação dos subsídios à exportação na reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio) em Hong Kong pode ser o impulso necessário para destravar os grandes impasses da Rodada Doha, na avaliação do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

“Teria um alto valor simbólico porque mostraria que há uma intenção séria de continuar avançando. Não desbloqueia todos os outros temas, mas seria um impulso”, disse o chanceler brasileiro nesta segunda-feira.

“Nós não vamos chegar a um acordo aqui em Hong Kong sobre modalidades (fórmulas). Nós não vamos chegar, na minha opinião, a um acordo nem sequer (sobre) 70% do caminho que vamos fazer. Mas às vezes você pode chegar a um acordo sobre um terço ou metade do que é necessário fazer e isso será suficiente para dar impulso para o resto.”

Na véspera da abertura oficial da Sexta Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), Amorim participou de uma reunião com os negociadores dos Estados Unidos, União Européia, Japão, Austrália e Índia, além do diretor-geral da instituição, Pascal Lamy.

“Estava um clima positivo no sentido de saber o que podemos fazer aqui”, comentou Amorim.

Desenvolvimento

Falou-se também na reunião sobre o pacote de desenvolvimento, para ajuda aos países pobres.

“É importante porque em Cancún o colapso não foi por causa da agricultura, mas, sim, por causa da situação desses países em relação a questões como Temas de Cingapura”, observou o ministro.

Os representantes presentes à reunião teriam encontrado uma “plataforma comum” para atuar em desenvolvimento.

“Isso envolve acesso livre de quotas e tarifas, mas, obviamente, os países em desenvolvimento farão com uma certa flexibilidade. Não farão o mesmo que a União Européia e os Estados Unidos.”

Amorim ressaltou que é preciso ainda ajudar as nações menos desenvolvidas a diversificar a produção e agregar mais valor para que consigam exportar.

“Se for exportar só amendoim, não muda nada, até porque a tarifa para amendoim já é zero na maioria dos países.”

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