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Atualizado às: 11 de dezembro, 2005 - 21h44 GMT (19h44 Brasília)
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Ativistas protestam contra OMC em Hong Kong
Ativistas antiglobalização marcham contra OMC em Hong Kong.
Protesto foi realizado em clima de carnaval
Milhares de pessoas participaram neste domingo em Hong Kong do primeiro de uma série de protestos contra a OMC (Organização Mundial do Comércio), que realiza sua Sexta Conferência Ministerial nessa cidade da China a partir da próxima terça-feira.

Por volta de 9 mil policiais foram mobilizados para agir em caso de tumultos, mas a marcha terminou sem incidentes.

Segundo o repórter Chris Hogg, da BBC, em um clima de carnaval, os manifestantes carregaram cartazes e faixas coloridas denunciando a globalização.

Novos protestos estão programados para a abertura do evento, na terça-feira, e no próximo domingo.

Polêmica sobre benefícios

Aproximadamente 10 mil ativistas estão seguindo para Hong Kong para promover protestos na conferência da OMC, que reunirá 150 nações ricas e pobres.

Os ativistas anti-globalização dizem que o encontro beneficiará largamente os países ricos às custas das nações em desenvolvimento.

Contudo, os organizadores da conferência da OMC insistem que um acordo comercial internacional poderá gerar bilhões de dólares em benefícios e possivelmente tirar milhões de pessoas da pobreza.

O protesto deste domingo é o primeiro evento do que os ativistas estão chamando de Semana de Ação Popular de Hong Kong.

Migrantes

Durante a marcha, que seguiu para a área onde se localizam os prédios do governo da cidade, os ativistas vestiam camisas com slogans anti-globalização como “Jogue a OMC no lixo” e “Pare o conluio entre governo e empresas”.

“Ela não é eleita democraticamente. A OMC mina e passa por cima de qualquer lei que um país quer implementar para proteger os trabalhadores e o meio ambiente”, disse à agência AP Tom Grundy, um ativista britânico fantasiado de frango durante a marcha.

Muitos dos manifestantes eram trabalhadores migrantes da Indonésia e das Filipinas, que conseguiram participar do protesto porque o domingo é seu unido dia de folga.

Os migrantes argumentam que as políticas da OMC são injustas com seus países de origem, o que significa, segundo eles, que cada vez mais seus compatriotas precisam viajar para outros países para encontrar trabalho.

A polícia está realizando patrulhas nas redondezas do centro de conferência que sediará o evento sob o temor de que se repitam os atos de violência que marcaram os encontros da OMC em Seattle, nos Estados Unidos, em 2003, e em Cancun, no México, em 2003.

66OMC - Hong Kong
Reunião discute futuro do comércio mundial. Leia especial.
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