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Atualizado às: 11 de dezembro, 2005 - 09h52 GMT (07h52 Brasília)
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Polícia vai fechar cerco a manifestantes em Hong Kong

Polícia e manifestante em Seattle
Polícia americana teve trabalho na Reunião da OMC em Seattle, em 1999
A Sexta Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) começa nesta terça-feira, em Hong Kong, sob um forte esquema de segurança no qual haverá praticamente um policial para cada manifestante.

As autoridades de Hong Kong, que começaram os preparativos para o evento há mais de um ano, querem evitar ao máximo os casos de violência que se repetem durante as reuniões de cúpula da instituição.

Serão pelo menos 9 mil policiais contra até 10 mil manifestantes – 5 mil locais e 5 mil estrangeiros, segundo estimativas de ONGs chinesas.

Essa é a maior operação de segurança já feita em Hong Kong, oberva Alfred Ma Wai-luk, superintendente da polícia local.

Lição

Wai-luk diz que analisou conferências passadas da OMC, em especial, a de Seattle onde o conflito entre policiais e manifestantes mais lembrava cenas de guerra.

“O ponto mais importante que aprendemos é que precisamos manter um canal aberto de comunicação com as pessoas que vão fazer os protestos”, diz o oficial.

“Nós precisamos conversar, saber o que eles querem. Um exemplo: a área designada para as manifestações é a mais próxima que os ativistas já ficaram na história das reuniões ministeriais da OMC.”

Wai-luk diz que a polícia mantém um diálogo diário com as ONGs. Ele espera não ter de lidar com atos de violência mas deixa claro que, se isso ocorrer, a resposta será “determinada”.

Mabel Au, do grupo Hong Kong People’s Alliance on WTO, que reúne mais de 30 ONGs, diz que está orientando os ativistas locais a fazer protestos pacíficos.

“Mas é claro que não podemos dizer que existe um risco zero de que ocorram casos de violência”, afirma.

“Estamos preparados para caso isso aconteça. Temos muitos voluntários para ajudar e mantemos uma boa comunicação com a polícia, que conhece quem são os ativistas locais”, diz Mabel.

Para impedir que ativistas estrangeiros causem problemas a imigração já fecha o cerco dentro do aeroporto.

Três mulheres das Filipinas foram detidas e interrogadas por mais de seis horas, na quinta-feira. As ativistas contaram aos jornais chineses que suspeitam que há uma “lista negra da imigração” contendo os nomes de manifestantes estrangeiros.

Segundo o grupo Hong Kong People’s Alliance on WTO, 25 ativistas não conseguiram vistos para entrar na ilha.

Prejuízos

As ruas próximas ao centro de convenções onde será realizada a reunião da OMC estarão isoladas com cercas de metal e por um cordão policial.

O comércio local não pretende fechar as portas, apesar das preocupações com estragos causados por eventuais conflitos.

Em uma das ruas próximas ao local do evento estão lado a lado concessionárias de carros como Audi, Peugeot, Volvo e Lamborghini.

Thomas Cheung, diretor da loja da Volvo, calcula um prejuízo de 4,5 milhões de dólares de Hong Kong (R$ 1,3 milhão) caso os nove carros em exposição na vitrine sejam danificados.

“Conforme a orientação da Polícia, se alguma coisa acontecer, eu fecho a loja e retiro todos os meus funcionários. Nossa preocupação nas são os carros, mas, sim, as pessoas. Para os carros, temos seguro.”

Também está na rota dos protestos o hotel JW Marriot, onde estão hospedadas as delegações dos governos dos Estados Unidos e do Brasil.

“Se soubéssemos que os americanos estavam aqui, teríamos escolhido um outro hotel”, comentou um diplomata brasileiro.

Terrorismo

De acordo com o superintendente da Polícia de Hong Kong, o risco de um “ataque terrorista é moderado” durante os seis dias de reunião da OMC.

“Isso significa que não há uma informação específica para sugerir que Hong Kong é um alvo”, comentou Wai-luk. “Mas precisamos permanecer vigilantes.”

Na sexta-feira, o jornal The Standard publicou a informação de que uma carta foi enviada para os jornais em língua chinesa, alertando que “um grupo vai dar um presente inesquecível de Natal para Hong Kong se as negociações comerciais não produzirem um bom resultado para as nações em desenvolvimento”.

“O grupo não-identificado disse que seus membros já chegaram e que podem tomar ações extremas com o objetivo de para as discussões”, informou o diário de Hong Kong.

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