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Natal bebum | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
E a Inana? Que fim levou a Inana? Aquela que a gente dizia que ia começar? Gíria ou expressão antiga? É comigo. Passou? Passa pra mim. Quando as coisas ameaçavam ferver, o pau a quebrar ou rolar, senhores, ou meninos, bigodudos, de colarinho duro e gravata, diziam: “Vai começar a inana”. A origem etimológica é interessante. Segundo nossos melhores dicionários, Inana era uma mulher de circo que se fazia ilusão e, por isso mesmo, todos corriam para vê-la. Esclarecida a volta ao planeta Século Passado, repito, agora em linguagem mais atualizada, que vai começar a grossura. Ou seja, no mesmo dia em que vocês, brasileiros daí, comemoravam a proclamação da república (essa que deu certo que foi uma beleza), eu, brasileiro daqui, assisti à proclamação do início da campanha para um Natal britânico sóbrio e com menos morte e desordem do que nos outros anos. É que o equivalente local ao nosso Automóvel Clube, o ministério do Interior, no caso, revelou à imprensa os detalhes de como pretende conter o número de bêbados, à pé ou motorizados, promovendo desordens. Em primeiro lugar, e mais importante, é multa instantânea – na hora, na bucha – de 80 libras, uns 150 dólares, mais ou menos. Em segundo lugar, dois anúncios terríveis a serem publicados em revistas e jornais e virarem pôsteres ubíquos (e quem não souber o que quer dizer “ubíquo”, considere-se desde já embriagado). O visual é muito simples: diz apenas “Beba demais e crie desordem para pegar uma multa de 80 livras”. Tudo bem. Só que os dizeres são escritos ou com um camarada urinando as moedas ralo de rua abaixo, ou então com as letras formando o mesmo conselho só que com vômito. Por uma questão de bom gosto, espero moderação no país inteiro. Só para não ter que ver mais esses anúncios e pôsteres. |
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