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Alemanha já teme protestos 'à francesa' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cinco automóveis foram incendiados na noite de domingo na capital alemã, Berlim, e mais três na cidade de Bremen, no norte do país, onde desconhecidos também puseram fogo em um prédio que ia ser demolido. A polícia alemã não vê uma relação com os protestos na França, mas admite que os incêndios podem ter sido inspirados pelos confrontos no país vizinho. Com isso, cresce o temor de que os confrontos verificados na França se repitam na Alemanha. Como a França, a Alemanha abriga um número grande de estrangeiros: são cerca de 7,5 milhões de pessoas, ou mais de 8% da população. A maioria dos estrangeiros, quase 2 milhões, é de origem turca. Muitos deles têm grandes dificuldades para se integrar na sociedade alemã. Estudos mostram que jovens turcos têm menos chances de alcançar sucesso na escola e de conseguir um bom emprego. Eles também são mais afetados pela atual crise econômica no país do que os alemães. Aviso A onda de violência na França despertou o interesse dos políticos alemães para um assunto que não é dos mais populares no país – a integração dos estrangeiros. O atual governo alemão, composto pelos partidos social-democrata e verde, possibilitou a crianças estrangeiras nascidas no país a escolha entre a nacionalidade dos pais ou a alemã quando atingem os 18 anos de idade. No entanto, o governo não implementou todas as medidas que prometeu durante a campanha eleitoral, como por exemplo um aumento sensível do número de cursos de alemão para estrangeiros residentes no país. Wolfgang Schäuble, apontado como o novo ministro do Interior do próximo governo alemão, disse que a integração tem que ser fomentada por meio de mais cursos de língua alemã e mais chances para jovens estrangeiros no mercado de trabalho. O ministro do Interior do Estado da Baviera, Günther Beckstein, admitiu que até agora os esforços dos políticos alemães nesse campo deixam muito a desejar. "Nós falhamos", disse Beckstein, que acha que protestos violentos de jovens estrangeiros poderão ocorrer na Alemanha. Um porta-voz do governo lembrou que a situação na França não pode ser comparada à da Alemanha, mas que os confrontos franceses devem servir de "aviso" aos políticos alemães. Repetição improvável Representantes da comunidade turca na Alemanha acham improvável a repetição dos protestos violentos na Alemanha. Bülent Arslan, presidente do fórum turco-alemão no Estado da Renânia do Norte-Westfália, diz que até agora ele não vê nenhum perigo. No entanto, segundo Arslan, o governo deve evitar que os turcos vivam cada vez mais em guetos, o que ocorre, por exemplo, na região industrial do Vale do Ruhr, que abriga um grande número de estrangeiros. |
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