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Atualizado às: 06 de novembro, 2005 - 17h10 GMT (15h10 Brasília)
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França vive noite mais violenta desde início de protestos
Carcaça de carro incendiado
Mais de 1.300 carros foram incendiados nos protestos de sábado à noite
O presidente francês, Jacques Chirac, convocou uma reunião de emergência neste domingo para discutir a crise provocada pelos protestos nos subúrbios pobres de Paris, depois da noite mais violenta desde o início dos choques.

Neste domingo de manhã, cidades francesas limpavam os estragos e as cinzas da décima noite consecutiva de protestos nas comunidades onde a maioria da população é de origem árabe ou africana.

Os manifestantes queimaram cerca de 1.300 carros durante a noite, e a polícia prendeu mais de 300 pessoas em cidades em todo o país, desde Nice, na Cote d'Azur, até Estrasburgo, no Vale do Reno.

No sábado à noite, os protestos chegaram pela primeira vez ao centro de Paris.

Segurança

Alguns ministros chave do governo também convocaram reuniões para discutir a segurança.

O primeiro-ministro, Dominique de Villepin, convidou professores e policiais das áreas mais carentes para um encontro.

O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, visitou oficiais da polícia durante a noite, nas áreas de Essone e Val-de-Marne, nos arredores de Paris.

Os choques começaram no último dia 27, depois que dois jovens de origem africana morreram eletrocutados no subúrbio de Clichy-sus-Bois quando, supostamente, fugiam da polícia.

O secretário-geral do sindicato dos policiais, Nicolas Compte, disse neste domingo que a polícia está sob intensa pressão por causa da violência, e que muitos agentes estão exaustos, depois de terem sido atacados noite após noite.

Ele disse ainda que será necessário convocar mais policiais se a violência continuar se espalhando.

Na cidade de Evreux, na região da Normandia, pelo menos 30 carros e três lojas foram incendiados no sábado à noite, informaram as autoridades.

Uma escola também foi atacada com bombas de fabricação artesanal, e quatro policiais ficaram feridos nos choques com os adolescentes.

A polícia também disse ter encontrado uma fábrica de bombas artesanais em um dos subúrbios da capital.

Uma loja da cadeia de restaurantes McDonald's foi praticamente destruída em Corbeil-Essones, e uma creche foi incendiada em Grigny, ao sul de Paris.

Uma fábrica de reciclagem de papel também foi atacada em Essone, onde 800 m2 de papel e cerca de 35 carros foram incendiados.

Em Drancy, nordeste de Paris, dois adolescentes foram presos depois de tentar incendiar um caminhão.

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