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Atualizado às: 05 de novembro, 2005 - 16h43 GMT (14h43 Brasília)
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Ministro francês faz alerta sobre violência
Carro em chamas na madrugada de sábado, 5 de novembro, em protestos em Pierrefitte, norte de Paris.
O estopim da revolta foi a morte de dois adolescentes de origem africana
O ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, afirmou neste sábado que os responsáveis pelos incêndios e destruição nos protestos iniciados há nove dias nos subúrbios de Paris poderão ir para a cadeia.

Sarkozy afirmou que pôr fogo em carros poderá "custar caro em termos de sentenças", depois de um encontro do gabinete convocado pelo primeiro-ministro Dominique de Villepin.

Na sexta-feira à noite, cerca de 900 carros foram incendiados durante os protestos, que já se espalharam pelo resto da França.

"O Estado republicano não pode aceitar a violência" disse Sarkozy. Segundo o ministro, o governo "é unânime em manter uma postura firme" diante da violência.

Eletrocutados

Os protestos começaram nos subúrbios da capital francesa depois que dois jovens de origem africana, Buona Traore e Zyed Benna, morreram eletrocutados em uma estação de energia quando, supostamente, fugiam da polícia no subúrbio de Clichy-sous-Bois.

Os subúrbios da região são habitados em grande parte por comunidades de origem árabe e africana, e o nível de desemprego e pobreza é mais alto nessas regiões do que no resto da França.

Na sexta-feira à noite, a polícia prendeu mais de 250 pessoas durante os protestos.

Manifestantes incendiaram creches em Yvelines e Bretigny-sur-Orgeand, e uma escola em Seine-et-Marne, segundo informações da agência de notícias France Presse.

Os manifestantes também incendiaram um estacionamento subterrâneo em Suresnes, Hauts-de-Seine, destruindo pelo menos 36 carros. Um veículo dos serviços de emergência foi atacado e queimado em Meaux, Seine et-Marne.

A violência já se espalhou até Nice, Lille, Marselha e Toulouse, em outras regiões do país.

Neste sábado, centenas de pessoas foram às ruas pedir paz em um dos subúrbios mais atingidos pelos choques.

O prefeito de Aulnay-sous-Bois, Gerard Gaudron, fez um apelo aos manifestantes do lado de fora de um quartel dos bombeiros, atacado durante a onda de violência.

Mas os jovens que participaram da marcha na região de Mitry previram que a violência ia continuar até que o ministro do Interior, Sarkozy, renunciasse.

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