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Atualizado às: 07 de novembro, 2005 - 14h33 GMT (12h33 Brasília)
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Homem de 61 anos é 1º morto em distúrbios na França
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Distúrbios já chegaram a seu 11º dia na França
Um homem de 61 anos morreu nesta segunda-feira em decorrência de ferimentos recebidos durante distúrbios nos arredores de Paris.

Esta foi a primeira morte resultante dos choques entre imigrantes e a polícia que têm se alastrado pelo país nos últimos 11 dias.

A vítima se chamava Jean-Jacques Le Chenadec e foi espancado durante distúrbios em Stains, nas proximidades de Paris, segundo o Ministério do Interior.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro Dominique de Villepin deve anunciar um plano com o objetivo de dar um fim aos distúrbios.

Mas um correspondente da BBC em Paris afirma que é pouco provável que qualquer medida anunciada pelo governo possa evitar que ocorram novos casos de violência.

Por sua vez, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, chamou os envolvidos nos distúrbios de "hooligans" e "criminosos".

E o Parlamento francês anunciou que vai promover na terça-feira um amplo debate sobre os eventos dos últimos dias.

Grigny

Na noite de domingo para segunda-feira, 1.408 e veículos foram incendiados durante distúrbios em várias cidades, e 395 pessoas foram presas – o número mais alto em 11 noites de desordem.

Em Grigny, um subúrbio de Paris, dez policiais foram feridos a tiros e pedradas, dois deles com gravidade, quando enfrentavam 200 pessoas.

Moradores de Grigny estão promovendo uma passeata pelo fim dos conflitos.

Dezenas de agentes ficaram feridos em outras partes do país.

Vários governos, entre eles o dos Estados Unidos, Japão, Canadá, Rússia, Grã-Bretanha e Austrália, emitiram alertas de segurança a respeito de visitas à França, que é o país que mais recebe turistas em todo o mundo.

Exército

Policiais franceses pediram ao governo do país que imponha um toque de recolher nas áreas que têm sido palco de distúrbios nos últimos dias e chame as Forças Armadas para controlar a situação.

Em um comunicado, o sindicato dos policiais disse que seus afiliados estão lidando com eventos que não têm precedentes desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Os mais recentes confrontos entre manifestantes e a polícia nos arredores de Paris e outras partes da França deixaram 34 agentes feridos.

Por sua vez, líderes muçulmanos das comunidades árabes e africanas da França emitiram uma fatwa, ou decreto religioso, condenando os distúrbios.

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