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'Distúrbios estão longe do fim', diz ministro francês | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Interior da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que os problemas que estão na origem das oito noites consecutivas de violência nos subúrbios de Paris foram negligenciados nos últimos trinta anos. Sarkozy se pronunciou depois dos últimos incidentes na noite de quinta-feira, em que jovens atearam fogo a mais de 500 carros, uma garagem de ônibus e um armazém de tapetes. Cerca de 80 pessoas foram presas em Paris. Segundo o ministro francês, ainda será necessário muito tempo para resolver o problema nos subúrbios, e o fato de que foram registrados menos choques diretos entre jovens e a polícia não significa que os conflitos estão acabando. Líderes comunitários das áreas afetadas, onde predominam comunidades árabes e africanas, afirmam que estão tentando isolar os mais radicais entre os manifestantes. Além de Paris A maioria dos distúrbios ocorreu na área de Seine-Saint-Denis, onde predominam comunidades de imigrantes, e 1,3 mil policiais foram enviados para o local. Mas, pela primeira vez desde que os protestos iniciaram, houve sinais esporádicos de que a revolta em Paris está servindo de exemplo para ações parecidas em outras regiões da França. Vários carros foram atacados nesta última noite em Dijon, no leste da França, em Seine-Maritime, no oeste, e Bouches-du-Rhone, no sul do país. A revolta começou na quinta-feira da semana passada depois que os adolescentes Bouna Traore, de 15 anos, e Zyed Benna, de 17 anos, filhos de imigrantes, morreram eletrocutados por acidente em uma estação de energia quando, segundo testemunhas, fugiam da polícia. As autoridades negam que agentes policiais estivessem perseguindo os dois no momento do acidente. Desde então, os confrontos entre jovens dos subúrbios pobres e a polícia vêm ganhando terreno a cada noite, expondo o que os analistas têm rotulado como um óbvio fracasso de sucessivos governos em lidar com os problemas sociais dos subúrbios pobres e habitados majoritariamente por imigrantes afrianos vindos das ex-colônias da França na África. Villepin e Sarkozy Entre informações de uma divisão no governo a respeito de como lidar com os distúrbios, o primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, se reuniu com o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy e outros ministros, além de parlamentares e prefeitos das áreas afetadas. As áreas afetadas são pobres, com altos níveis de desemprego. Líderes muçulmanos pediram que os políticos respeitassem as comunidades imigrantes, que vivem nas áreas mais afetadas. O Ministro para Coesão Social, Jean-Louis Borloo, disse que a França tinha que reconhecer que falhou ao lidar com a fúria que aumentava em silêncio nos subúrbios pobres nas últimas décadas. |
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