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Chirac: 'restaurar a ordem é prioridade na França' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente francês, Jacques Chirac, disse neste domingo que o Estado está determinado a ser mais forte que aqueles envolvidos em atos de violência, e que a restauração da ordem é prioridade na França. Chirac vinha sendo criticado por não ter se pronunciado publicamente sobre onda de violência que começou há dez dias nos subúrbios de Paris e se espalhou pelo resto da França. Chirac disse ainda que os responsáveis pela violência serão detidos, mas admitiu que é preciso mais justiça social e oportunidades iguais para acabar com os piores choques na França em quatro décadas. A declaração foi feita após uma reunião de emergência convocada mais cedo para discutir a crise, depois da noite mais violenta desde o início dos choques. O primeiro-ministro, Dominque de Villepin, disse que a segurança vai ser reforçada onde for necessário, mas o secretário-geral do sindicato dos policiais, Nicolas Compte, disse que a polícia está sob intensa pressão por causa da violência, e que muitos agentes estão exaustos, depois de terem sido atacados noite após noite. Neste domingo de manhã, cidades francesas limpavam os estragos e as cinzas da décima noite consecutiva de protestos nas comunidades onde a maioria da população é de origem árabe ou africana.
No sábado à noite, os protestos chegaram pela primeira vez ao centro de Paris. Segurança Alguns ministros chave do governo também convocaram reuniões para discutir a segurança. Villepin convidou professores e policiais das áreas mais carentes para um encontro. O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, visitou oficiais da polícia durante a noite, nas áreas de Essone e Val-de-Marne, nos arredores de Paris. Os choques começaram no último dia 27, depois que dois jovens de origem africana morreram eletrocutados no subúrbio de Clichy-sus-Bois quando, supostamente, fugiam da polícia. Na cidade de Evreux, na região da Normandia, pelo menos 30 carros e três lojas foram incendiados no sábado à noite, informaram as autoridades. Uma escola também foi atacada com bombas de fabricação artesanal, e quatro policiais ficaram feridos nos choques com os adolescentes. A polícia também disse ter encontrado uma fábrica de bombas artesanais em um dos subúrbios da capital. Uma loja da cadeia de restaurantes McDonald's foi praticamente destruída em Corbeil-Essones, e uma creche foi incendiada em Grigny, ao sul de Paris. Uma fábrica de reciclagem de papel também foi atacada em Essone, onde 800 m2 de papel e cerca de 35 carros foram incendiados. Em Drancy, nordeste de Paris, dois adolescentes foram presos depois de tentar incendiar um caminhão. |
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