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Lula vai reforçar 'troca de dívida por educação' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçará durante a 15ª Cimeira Ibero-americana, em Salamanca, uma proposta de perdoar a dívida externa dos países latino-americanos em troca do compromisso com investimentos em educação. Lula deve abrir neste sábado a sessão de trabalhos que vai discutir a projeção internacional da comunidade ibero-americana. A proposta já vem sendo negociada entre o próprio governo brasileiro e a Espanha. Nesse caso, o governo espanhol perdoaria a dívida externa pública do Brasil que soma atualmente US$ 19 milhões. O governo brasileiro se comprometeria a investir na formação de professores de espanhol a fim de incentivar o estudo da língua no país. A estimativa do Ministério da Educação brasileiro é de que 12 mil professores sejam formados em cinco anos. Mas a proposta ainda está sendo negociada, já que alguns pontos ainda precisam ser esclarecidos, em especial o monitoramento desses recursos. Autoria Na abertura da primeira sessão de trabalho dos chefes de Estado, o primeiro-ministro espanhol, José Luiz Rodríguez Zapatero, apresentou aos demais líderes a idéia de troca de dívida por educação. Em 2004, o governo brasileiro enviou uma carta à Espanha descrevendo o projeto. Questionado de quem era a autoria do programa, se do Brasil ou da Espanha, o ministro da Educação, Fernando Haddad, que acompanha o presidente em Salamanca, disse que ninguém disputa que a idéia – que também foi recentemente incluída no documento final de uma conferência da Unesco – tenha sido brasileira. Segundo Haddad, o Brasil já perdoou a dívida externa de alguns países mas nunca de forma condicionada a investimentos em educação. |
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