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Governo reage a comentários de Annan sobre corrupção | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse nesta sexta-feira em Salamanca, na Espanha, que as denúncias de corrupção não estão afetando o desempenho do governo no campo social. Garcia fez a declaração ao ser confrontado com o fato de o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ter dito, em seu discurso na 15ª Cimeira Ibero-americana que a erradicação da pobreza passa necessariamente pelo combate à corrupção. "O que isso tem a ver com a crise específica no Brasil? Todos os países hoje são afetados por problemas de corrupção. No caso do Brasil, o combate à pobreza não está sendo afetado pelas denúncias de corrupção", disse. "A corrupção não é um ferrolho no Brasil. Ela não está travando as ações do governo. É um mal endêmico que tem de ser combatido. O governo não está paralisado em suas políticas públicas, mais particularmente nas políticas sociais, pelas denúncias de corrupção." Lula participou do primeiro dia de reunião da Cimeira apenas como ouvinte. Segundo a agenda oficial do evento, ele abriria nesta sexta-feira a sessão de trabalhos que vai discutir a projeção internacional da comunidade ibero-americana internacionalmente. Mas o grupo de trabalho foi transferido para sábado. "Que crise?" Perguntado se o presidente Lula havia abordado em algum momento a crise política no Brasil, Garcia brincou: "Que crise?" "Era só o que me faltava o presidente vir a Salamanca para falar de crise política no Brasil", disse. Garcia adiantou aos jornalistas alguns assuntos que o presidente vai abordar em seu discurso. Lula vai, por exemplo, "saudar" como "positivas" as propostas de redução dos subsídios agrícolas feitas pelos Estados Unidos e pela União Européia. As reduções "não estão nas proporções que queremos mas destravou um pouco tema dos subsídios, o que é imporante para chegar a um acordo na reunião de Hong Kong para concluir a Rodada de Doha", disse Garcia. Washington disse estar disposto a reduzir em 60%, num prazo de cinco anos, a ajuda direta interna aos agricultores americanos. Já os europeus haviam proposto uma reduçao de 70% das ajuda que a UE dá a seus agricultores. |
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