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Investimento português no Brasil deve aumentar, dizem empresários | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Empresários que participaram de um seminário com a participação do presidente Lula nesta quarta-feira na cidade do Porto disseram que existe a perspectiva de um aumento dos investimentos portugueses no Brasil até o ano que vem. O investimento português no país caiu nos últimos quatro anos. Em 2001, ele foi de US$ 2,5 bilhões e no primeiro semestre deste ano, em US$ 100 milhões. "A queda deve-se ao fato de o primeiro grande ciclo de investimento já ter sido feito", disse o presidente do Banco Privado Português, João Rendeiro. "As grandes empresas já fizeram os seus investimentos, no entanto, o que se vê é o número de investimentos está aumentando. O que diminuiu foram os investimentos de grande escala." PPPs Segundo Rendeiro, que está à frente de um fundo com 230 milhões de euros de investimentos no setor turístico no Ceará, as parcerias público-privadas (PPPs) serão cruciais para atrair, novamente, o interesse dos empresários portugueses pelo Brasil. "Penso que, agora com as PPPs, vai acontecer um surto de investimento significativo", disse. O diretor para a Europa do Banco do Brasil, Osanan Barros, diz ter indicações de que as parcerias público-privadas vão tirar proveito da conjuntura internacional favorável. "O que a gente vê é um interesse muito grande", afirmou. "O momento que a economia brasileira está passando, esta dificuldade de ativos que o mundo tem enfrentado, os spreads que o Brasil está pagando, (tudo isso) têm atraído investimentos do mundo inteiro." Perfil Para o presidente da Associação Industrial Portuguesa, Jorge Rocha de Matos, a mudança do perfil do investidor português também foi um fator que colaborou para que diminuísse o investimento no Brasil. Como Rendeiro, Matos diz que o envolvimento português no Brasil vive um momento diferente do de alguns anos atrás. "A diminuição ocorreu porque os investimentos que foram feitos, que permitiram colocar Portugal entre os três maiores investidores no Brasil, neste momento encontram-se numa fase de maturação." "Neste momento, há 400 pequenas e médias empresas portuguesas que estão no Brasil. Agora, precisamos que a teia esteja completa e que os brasileiros também invistam em Portugal", explicou. Filipe de Botton, um dos proprietários da Logoplaste, empresa de embalagens de plástico com sete plantas no Brasil, disse que a sua empresa não só pretende manter o investimento como ampliar em quase 50% o que tem no país. "No nosso caso, pretendemos continuar a investir no Brasil. Para o próximo ano pretendemos investir mais 60 milhões de reais", disse. Neste momento, a Logoplaste tem investimentos de 140 milhões de reais no Brasil, onde emprega 500 trabalhadores. |
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