|
Brasil se arrepende de parceria com China, diz Wall Street Journal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nos Estados Unidos, a edição desta terça-feira Wall Street Journal fala sobre o fim do romance entre o Brasil e a China. Segundo o jornal, dois anos depois de ter intensificado as relações comerciais com a China, "o romance está abalado por causa da onda maciça de importados baratos chineses que invade o Brasil". "Enquanto isso, o presidente Lula enfrenta críticas em casa por ter se mexido muito rapidamente para se aproximar da China, em uma tentativa de contrabalançar a influência americana." O Brasil exporta, basicamente, matérias-primas para a China, enquanto importa bens manufaturados, com desvantagem na balança comercial e aumento da concorrência com os produtos domésticos. Segundo o Wall Street Journal, Brasil e China agora tentam minimizar os estragos depois que os dois países não chegaram a um acordo sobre a importação de textêis chineses. Mas o jornal afirma que, a longo prazo, a relação deverá ser mais favorável ao Brasil. Futebol e corrupção Na Grã-Bretanha, o Financial Times compara o escândalo de corrupção no futebol brasileiro com o escândalo do mensalão, em matéria cujo o título é "Futebol reflete política quando juízes de futebol brasileiros admitem 'roubar' nos resultados". Segundo o jornal, "é triste que os brasileiros tenham sua fé no futebol testada neste momento, quatro meses após o início do escândalo sobre a compra de votos e financiamento ilegal de campanhas envolvendo os líderes do PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva". O FT afirma que os casos são distintos, mas dá a entender que os dois escândalos podem terminar em pizza. "Depois de prometer inquéritos e dizer que ia punir todos os culpados, o presidente, mais recentemente, disse que os inquéritos não parecem encontrar nenhuma evidência. Ele comparou a presente situação a outras no passado, quando 'acusações apareceram, mas não se solidificaram'". Angela Merkel Na Alemanha, os principais jornais analisam o acordo que torna a conservadora Angela Merkel a primeira chefe de governo mulher do país. Segundo o Berliner Zeitung, os sociais democratas do atual chanceler, Gerhard Schröder, são os "vencedores estratégicos" das três semanas de disputa pelo poder, já que o gabinete será formado por oito ministros sociais democratas e oito cristãos democratas, da frente de partidos liderada por Merkel. "Dois parceiros de estatura equivalente vão se sentar frente a frente – eles só poderão trabalhar juntos, nunca um contra o outro." "Um preço alto para metade do poder" foi como o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung classificou o acordo. Para o jornal, os sociais-democratas se beneficiaram pelo modo como Schröder primeiro exigiu a chefia de governo "aumentando seu preço", para depois entregá-la. "Oito ministros – nada mal para um sócio minoritário em uma grande coalizão, especialmente se você olhar a distribuição das pastas", diz o jornal. Segundo o Frankfurter Allgemeine Zeitung, os democratas devem ficar com o Ministério das Relações Exteriores, do Trabalho e da Saúde. Terremoto Em editorial, o jornal Dawn, do Paquistão, questiona a resposta imediata das autoridades logo após o terremoto que dizimou vilarejos e povoados na Caxemira paquistanesa. Segundo o jornal, o governo sequer conta com uma agência para lidar com desastres, e voluntários chegam mais rápido em situações de emergência do que o próprio Estado. O jornal ainda chama o terremoto de "tsunami do Paquistão". Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times traz reportagem sobre a ajuda que a Índia está enviando ao Paquistão, depois de meio século de disputa pela região afetada pelo tremor. Para o jornal, "a dor do terremoto une dois rivais, pelo menos por agora". |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||