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Atualizado às: 03 de outubro, 2005 - 09h06 GMT (06h06 Brasília)
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Erros britânicos permitiram liberdade de Biggs no Brasil, diz 'Times'
A imprensa britânica destaca nesta segunda-feira informações de arquivos divulgados no país que mostram que os erros cometidos pelo serviço secreto britânico permitiram ao assaltante Ronald Biggs escapar da prisão, 30 anos atrás.

Segundo o jornal The Times, os arquivos divulgados nesta segunda-feira mostram que oficiais da polícia britânica foram ao Brasil em segredo, em 1974, para prender Biggs.

Mas o segredo foi tanto que os oficiais não chegaram a discutir o assunto com a polícia ou o governo brasileiro, temendo que Biggs descobrisse o plano e escapasse.

Ao chegar ao Brasil, diz o jornal, os oficiais descobriram que ninguém na delegacia de polícia entendia inglês, que os britânicos não tinham poder para prender ninguém no Brasil, que Ronald Biggs não tinha documentos para viajar e que sua extradição era um assunto para as autoridades brasileiras.

A polícia ainda sofria com a pressão de um jornal britânico, que tinha passado a pista e estava prestes a publicar a notícia.

O caso provocou um incidente diplomático que terminou com um pedido de desculpas formal da polícia britânica ao governo brasileiro.

Jean de Menezes

"Poderá o chefe da polícia metropolitana de Londres, Ian Blair, sobreviver em seu posto?", pergunta o colunista do diário britânico Daily Mail, Peter McKay.

A coluna comenta a carta enviada pelo chefe da polícia, em que tentou bloquear as investigações sobre a morte do eletricista brasileiro e afirma que, "alguém do comando tem que sair depois da execução do inocente Jean Charles de Menezes na estação de Stockwell (...) Então, por que não o chefe maior?"

Para Peter McKay, a melhor chance de sobrevivência de Ian Blair é a "neblina de confusão" sobre o que aconteceu.

"Quanto mais densa ela for, mais seguro ele está", afirma.

Exuberância Latina

O jornal econômico Financial Times, também da Grã-Bretanha, destaca que as baixas taxas de juros nos Estados Unidos e o comércio com a China estão aumentando os atrativos do Brasil no mercado internacional.

Em uma entrevista ao FT, o diretor da seção para a América Latina do fundo de investimentos Threadneedle, com 701 milhões de libras investidas na região, disse que "as estrelas estão alinhadas para a América Latina, particularmente para o Brasil", apesar dos escândalos de corrupção e incertezas políticas com as eleições marcadas para o ano que vem.

Para o diretor, Jules Mort, Brasil e México, que correspondem a 98% dos investimentos do portfólio nunca estiveram em melhor forma.

Em uma análise, no entanto, o FT afirma que muitos investidores parecem estar ignorando completamente os riscos políticos que emergem na região.

"A reforma está suspensa no México e caminha a passos de caramujo no Brasil, onde um escândalo de corrupção paralisou as atividades legislativas nos últimos quatro meses."

"Pressões eleitorais (não menos do que 11 eleições presidenciais serão realizadas nos próximos 15 meses) dificilmente tornarão as coisas mais fáceis, já que os atuais líderes dificilmente vão tomar alguma decisão que possa prejudicar suas chances nas urnas", diz o FT.

Turquia x UE

Na Turquia, o site de notícias Turkish Daily News afirma que a entrada do país para a União Européia está perdendo apoio por causa da dificuldade nas negociações.

"Os turcos estão perdendo entusiasmo (...) em meio às crescentes dúvidas sobre se o país de maioria muçulmana será bem-vindo ao bloco algum dia, e à pressão sobre Ankara para lidar com as explosivas questões nacionais", diz o site.

Segundo o site, a pressão européia sobre as questões do Chipre, dos curdos e para que a Turquia reconheça o chamado genocídio dos armênios, de cerca de 90 anos atrás, está servindo para unir a extrema direita, a extrema esquerda e várias organizações seculares contra o que vêem como "planos secretos" da UE.

O site afirma que uma recente pesquisa mostra que o apoio para que o país integre o bloco caiu de 73%, de um ano atrás, para 63% na Turquia.

66Caso Jean
Relembre a cronologia dos fatos desde a morte do brasileiro.
66Próximo passo
Adesão da Turquia à UE testará relações entre Islã e Ocidente.
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