|
Eleição na Câmara 'decide destino do governo', diz 'FT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A eleição do novo presidente da Câmara, prevista para esta quarta-feira, será decisiva para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diz o jornal britânico Financial Times na sua edição desta terça-feira. "Eleição vai decidir destino do governo do Brasil", diz o título do artigo. Segundo o FT, "se o candidato do governo ganhar, vai restaurar a imagem de governabilidade a uma administração jogada à deriva pelo escândalo". "Se a oposição ganhar, Lula da Silva corre o risco de se tornar um líder capenga e suas chances de reeleição em outubro do ano que vem ficarão mais frágeis do que nunca." "Amigos no caixa" Os desdobramentos dos furacões Rita e Katrina nos Estados Unidos continuam sendo destaque nos grandes jornais americanos. Em seu editorial desta terça-feira, com o título "Amigos no Caixa", o jornal The New York Times afirma que "muitas firmas que estão ganhando grandes contratos" para recuperação das áreas devastadas pelo Katrina "têm grandes conexões políticas". O jornal cita a empresa AshBritt, "com ligações com o governador do Mississippi, Haley Barbour", que "abocanhou US$ 568 milhões em contratos para remover detritos". Outras duas grandes empresas beneficiadas, segundo o New York Times, são "Shaw Group e Kellog, Brown & Root, subsidiária da Halliburton". "Ambas as empresas são representadas por Joe Allbaugh, ex-administrador da campanha do presidente (americano, George W.) Bush e ex-chefe da Agência Federal de Administração de Emergência – embora Allbaugh diga que não ajuda seus clientes a obter contratos federais", diz o editorial. Segundo o jornal, "80% dos contratos de US$ 1,5 bilhão" assinados pela agência para as obras do Katrina foram repassados "sem licitação ou com concorrência limitada". Eficiência brasileira O New York Times traz também um artigo em que fala da influência dos "brasileiros supereficientes" no desempenho da InBev, a empresa que resultou da "compra" da AmBev pela Interbrew. Segundo o jornal, a "AmBev é conhecida no setor de cerveja como sendo obcecada por eficiência". De acordo com o New York Times, "os gerentes da AmBev foram promovidos para posições importantes na sede da InBev, em Leuven", na Bélgica. Um dos analistas ouvido pelo jornal diz que o aumento de eficiência na empresa é um processo de "ambevização" da Interbrew. Apoio O jornal Wall Street Journal Europe afirma que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, "está comprando apoio na América Latina". Segundo o artigo, Chávez está "fornecendo petróleo subsidiado para 13 países do Caribe e promete uma nova refinaria ao Brasil". Na lista do jornal, estão a compra "de US$ 538 milhões da esmagadora dívida externa da Argentina" e o fato de "uma escola de samba do Rio" ter ganho "patrocínio" de Chávez no carnaval. A Unidos de Vila Isabel ganhou o patrocínio da PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo, para o seu enredo "Soy Loco por ti America" no carnaval de 2006, que vai homenagear Simón Bolívar. O jornal argentino Clarín traz uma entrevista com o ministro de Informações do Paquistão, Shaik Rashid Ahmad, que diz querer "que os Estados Unidos com seus satélites nos digam onde está (Osama, líder da organização Al-Qaeda) Bin Laden". O ministro diz que seu país "não tem a menor idéia" de onde está Bin Laden. Segundo ele, o Paquistão "é o único país que está combatendo no fronte contra o terrorismo". |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||