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Sistema de diques de Nova Orleans tinha falhas, diz 'The New York Times'
Segundo o jornal americano The New York Times, o sistema de diques de Nova Orleans não era estável o suficiente para enfrentar grandes quantidades de água.

"As barreiras de concreto instaladas nas últimas décadas foram construídas de uma maneira que as deixavam potencialmente instáveis em enchentes", afirmam documentos obtidos pelo The New York Times.

Durante a passagem do furacão Katrina, essas barreiras ficaram destruídas em diversos locais.

De acordo com autoridades locais ouvidas pelo jornal, como resultado de problemas com o Orçamento federal, a habilidade das barreiras em agüentar a força de uma corrente de água nunca havia sido testada.

"O furacão Katrina foi o primeiro teste sério desse sistema de diques, e ele não aguentou", disse o engenheiro-chefe Stevan Spencer.

O Washington Post cita modelos de computador criados por cientistas e engenheiros do Centro de Furacão da Louisiana State University que concluíram que a quantidade de água gerada pela tempestade causada pelo Katrina não chegou nem perto de cobrir as barreiras.

"Isso significa que o modelo desses diques era errado e que a construção foi inadequada, causando as falhas que provocaram inundações em grande parte da cidade."

Iraque

Os jornais britânicos destacam os protestos do governo iraquiano contra as forças britânicas por causa do resgate de dois soldados realizado em uma cadeia de Basra na segunda-feira e especulam quais serão os próximos passos do primeiro-ministro britânico, Tony Blair.

O The Independent pergunta em sua primeira página: "Iraque: Há uma saída para essa bagunça?". O jornal sugere quatro opções: a saída imediata, uma saída em etapas, lutar e depois sair ou ficar até que a insurgência acabe.

O diário diz que a última possibilidade é a mais provável por ter o apoio do presidente americano e do premiê britânico, mas ressalta que os iraquianos teriam uma melhor chance de desenvolver um Estado viável se os britânicos forem embora.

"Os eventos mostram a necessidade de um caminho mais claro para a saída das tropas do Iraque", diz o Guardian em seu editorial.

Em análise no mesmo jornal, o colunista Simon Jenkins diz que a idéia de que tropas britânicas precisam continuar no Iraque para impedir o caos no país "é uma mentira".

"A razão para ocupar o Iraque era para levar segurança e democracia ao país. Nós desmanchamos a primeira e não conseguimos realizar a segunda. Iraque é um fiasco sem paralelo na política britânica recente", diz Jenkins.

Já o The Times diz que uma saída imediata não ajudaria os iraquianos e que as forças britânicas têm um papel essencial na transferência do poder no país. Mas que "a idéia de que a presença militar precisa ser mantida até que uma segurança absoluta seja criada para os iraquianos não é sustentável".

Wiesenthal

Os jornais internacionais também destacam a morte de Simon Wiesenthal e seu legado.

O jornal austríaco Der Standard diz que, por meio de seu trabalho, Wiesenthal se tornou "uma figura simbólica de um projeto moral e político de nossos tempos: o julgamento de crimes de guerra como um passo necessário para a resolução de conflitos".

Segundo o jornal, os tribunais que julgam crimes de guerra na antiga Iugoslávia e em Ruanda, assim como a Corte Internacional de Justiça criada em 1998, fazem parte do legado de Wiesenthal.

Para o francês Libération, Wiesenthal foi "um acidente da história".

"Se a Justiça internacional tivesse feito seu trabalho de maneira correta, a empresa caseira de Wiesenthal não teria sido necessária", diz o jornal.

Segundo o diário, um de seus legados mais importantes é a noção de responsabilidade individual.

"A culpa da desgraça humana não pode ser colocada em forças históricas obscuras, mas precisam ser atribuídas, sempre que possível, a pessoas individualmente para que elas possam justificar cada um de seus crimes."

Um analista do jornal checo Mlada Fronta Dnes lembra uma conversa que teve com Wiesenthal por telefone, em que o chamou de caçador de nazistas. "Não sou um caçador de nazistas", disse Wiesenthal irritado. "Sou um caçador de justiça."

"Dizer que ele era um caçador não é justo", diz o analista. "Wiesenthal não queria vingança, ele queria justiça. E é por isso que o significado de seu trabalho é importante não apenas para o passado, mas também para o futuro."

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