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Furlan vê crise de abastecimento nos EUA como oportunidade | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, vê a crise de abastecimento e de preços do petróleo nos Estados Unidos como uma janela de oportunidade para as exportações brasileiras de álcool combustível, o etanol. Furlan vai se encontrar ainda nesta segunda-feira com o secretário de comércio americano, Carlos Gutierrez, e na terça-feira com representantes do Departamento de Energia. "O Brasil pode colaborar com os Estados Unidos, tanto a curto como a longo prazo, oferecendo tecnologia e soluções testadas há mais de 30 anos no plano interno", disse Furlan. A produção de etanol nos EUA é hoje estimulada por uma lei aprovada em agosto pelo presidente George W. Bush. Produção dobrada A legislação determina que os Estados Unidos dobrem a produção de álcool até 2010. O governo brasileiro quer cooperar para que os EUA cumpram esta meta mais rapidamente através do compartilhamento das tecnologias que o Brasil já dispõe. Além de um preço mais competitivo, o etanol também traz benefícios ao meio ambiente. Embora os Estados Unidos não tenham assinado formalmente o protocolo de Kyoto, vários estados da federação adotaram o documento, como por exemplo a Califórnia. "Isso aumenta ainda mais o interesse dos governadores em fechar um programa com o Brasil", afirmou Furlan. Atualmente, nos EUA, a produção de etanol é subsididada, o que aumenta a competitividade em relação às exportações brasileiras. "Apesar do custo de produção ser muito baixo no Brasil, fica impossível exportar para os EUA por causa dos subsídios domésticos", disse Furlan. Mas o ministro acredita que este protecionismo possa ser amenizado pela atual demanda americana de combustíveis a preços mais competitivos – especialmente após a crise provocada pela temporada de furacões no país. Furlan está em Washington, onde participa do encontro 2005 Brazil Economic Conference, para investidores e economistas com interesses no Brasil. |
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