|
Exportações vão crescer menos em 2005, diz Furlan | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse hoje em Nova York que o crescimento das exportações brasileiras deve se desacelerar em 2005. “Graças a condições muito favoráveis, este ano nossas exportações deverão crescer 30%, atingindo a marca de US$ 96 bilhões,” disse. “No ano que vem, estamos prevendo um crescimento da ordem de 6%, com as exportações, alcançando pelo menos US$ 100 bilhões.” De acordo com Furlan, em 2005 os preços do aço e do petróleo continuarão em alta, mas os de commodities agrícolas como a soja, um dos principais itens de exportação brasileiros, deverão se retrair. Eleição e Alca Perguntado sobre as expectativas do governo brasileiro em relação à eleição presidencial americana, Furlan disse que o governo Lula pretende “trabalhar para criar uma agenda positiva, seja qual for o vencedor.” “As negociações da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), por exemplo, estão na geladeira, aguardando a definição sobre quem será o próximo presidente americano,” acrescentou. Para Furlan, “os últimos quatro anos não foram florescentes nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.” “Isto aconteceu em função do 11 de Setembro, que desviou as energias do governo americano, fazendo com que nossas relações ficassem abaixo da média.” De acordo com o ministro, o comércio Brasil-Estados Unidos vem “perdendo market-share (participação no total de comércio).” “Nossas exportações para os Estados Unidos têm crescido apenas 10%, um terço do crescimento em relação aos demais países.” Esfriamento Mesmo que a economia americana se contraia, Furlan acredita que as exportações brasileiras deverão crescer em 2005. “Felizmente nossos mercados estão bem diversificados. Os Estados Unidos, que já representaram 25% das nossas exportações, hoje representam 20%.” Segundo Furlan, cerca de 25% das exportações brasileiras se destinam à América Latina, outros 25% à União Européia, 15% aos países do Extremo Oriente e os 10% restantes às demais regiões do planeta. Ele acrescentou ainda que, apesar do aumento da demanda interna de energia elétrica, o Brasil não corre risco de sofrer apagões até 2008, graças à instalação de novas linhas de transmissão entre estados do norte, nordeste e centro-sul do país. Furlan esteve em Nova York para receber o prêmio de Personalidade do Ano para Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||