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Atualizado às: 23 de agosto, 2005 - 09h44 GMT (06h44 Brasília)
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'Extrema esquerda' pode estar usando caso Jean, diz 'FT'
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Em reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal econômico Financial Times, um político britânico diz que a morte de Jean Charles de Menezes está sendo usada por pessoas que têm “uma agenda de extrema esquerda”.

A afirmação foi feita por Brian Coleman, um integrante do conselho municipal de Londres que é filiado ao Partido Conservador.

A reportagem afirma que este tipo de crítica é alimentado pelo envolvimento, na campanha, de personagens como Asad Rehman, uma assessora do parlamentar George Galloway (que foi expulso do Partido Trabalhista, de Tony Blair), e Gareith Peirce, uma advogada envolvida nos protestos contra as leis antiterroristas do governo britânico.

O The Daily Telegraph publica declarações da irmã de uma das vítimas do ataque de 7 de julho em Londres em que ela pergunta "por que as vítimas da atrocidade parecem ter sido esquecidas" debaixo da polêmica sobre a morte de Jean Charles.

Outros jornais destacam a polêmica sobre o suposto sumiço de imagens da morte de Jean Charles feitas por câmaras de segurança na estação de metrô de Stocwell.

O The Times diz que funcionários da estação contestam a versão da polícia de que as câmaras estavam todas quebradas – pelo menos três das quatro instaladas no local estariam funcionando.

Já o Daily Mail pergunta: “Câmeras de CCTV: será que houve uma operação abafa?”.

Investidores preocupados

Ainda nesta terça-feira, o Financial Times diz em editorial que a crise política brasileira parece estar “começando a preocupar” os investidores internacionais.

O jornal alerta que não é a sobrevivência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que deve despertar temores, e sim o “impacto de longo prazo” que a crise terá sobre a governabilidade do país, uma vez que “as reformas econômicas encalharam”.

Por sua vez, o diário financeiro francês Les Échos diz que Lula “deveria mostrar uma grande maestria, se não quer que a crise se torne financeira”.

“Mas este é um imperativo que contraria uma característica essencial de sua personalidade, segundo um ex-conselheiro do presidente: ‘Lula tenta fazer um omelete sem quebrar os ovos’”, afirma o jornal.

O argentino La Nacion diz que o mercado financeiro segue preocupado com uma possível mudança da política econômica, ainda que tenha “respirado aliviado” com o apoio político recebido pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Mas o diário portenho diz que analistas já temem que “os tremores que sacodem o gigante latino-americano possam ter efeitos na Argentina, sobretudo por causa das significativas necessidades financeiros do governo Néstor Kirchner para pagar a dívida”.

Já o espanhol El País elogia a reação de Palocci às alegações de que foi alvo no final da semana passada, dizendo que “pela primeira vez desde que começaram as denúncias de corrupção, um integrante do governo contra-atacou com eficiência”.

Irã sem armas?

O Washington Post diz que “um grupo de especialistas do governo americano e outros cientistas internacionais” chegou à conclusão de que vestígios de urânio enriquecido encontrados há dois anos no Irã “não são provas de um programa clandestino de armas nucleares”.

De acordo com o jornal, os especialistas rastrearam o urânio a equipamentos contaminados originados do Paquistão.

Com isso, cai por terra a principal evidência que vem sendo usada contra o Irã nas discussões sobre seu programa nuclear, de acordo com um membro do governo citado sob condição de anonimato pelo jornal.

O Washington Post diz ainda que serviços de inteligência americanos concluíram recentemente que o Irã está mais longe de conseguir produzir urânio capaz de usado em armas nucleares do que se imaginava.

Dedos pesados

O britânico Daily Mail destaca a preocupação de médicos britânicos de que o hábito de mandar mensagens pelo telefone celular pode deixar muitas crianças do país com lesões por esforços repetitivos – as chamadas LER, condições normalmente adquiridas por adultos em seus trabalhos.

Os grandes prejudicados seriam os dedos polegares, que, segundo o jornal, podem desenvolver dor e inchação, incomodando as crianças pelo resto de suas vidas.

A explicação é que, com os telefones celulares cada vez menores, e os teclados cada vez mais comprimidos, os dedões, naturalmente não muito adequados a este tipo de trabalho, são submetidos a uma tensão excessiva, especialmente quando são digitadas mensagens mais longas.

Mas o jornal lembra que este não é o tipo mais esquisito de manifestação da LER e lembra o caso do jovem de Lancashire que foi diagnosticado com a condição no pulso por causa do seu hábito de tomar cerveja.

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