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Brasileiros vão acompanhar inquérito sobre Jean | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma missão formada por dois representantes do governo brasileiro chegou nesta segunda-feira à tarde a Londres para acompanhar as investigações sobre a morte de Jean Charles de Menezes. Há exatamente um mês, o eletricista foi morto pela polícia britânica dentro da estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres. Os policiais o teriam confundido com um possível homem-bomba. Os dois representantes brasileiros são Wagner Gonçalves, subprocurador geral da República e corregedor-geral do Ministério Público Federal, e Márcio Garcia, diretor-adjunto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional. A embaixada do Brasil na Grã-Bretanha disse que a missão da dupla não é promover uma investigação paralela à que vem sendo conduzida pelo Comissão Independente de Queixas sobre a Polícia (IPCC, na sigla em inglês), mas acompanhar o trabalho que está sendo desenvolvido. Agenda De acordo com a embaixada, os dois enviados brasileiros devem se encontrar com membros da comissão independente para obter informações sobre o inquérito. De acordo com o Ministério da Justiça, os representantes devem também se encontrar nesta segunda-feira com o vice-presidente da Polícia Metropolitana de Londres, John Yates. Na quarta-feira, está previsto um encontro da dupla com Nick Hardwick, o presidente do IPCC. Ainda nesta segunda-feira à tarde, está prevista uma manifestação do grupo chamado “Justiça para Jean”, formado por ativistas que vêm pressionando pela punição dos policiais envolvidos na operação que levou à morte de Menezes. A manifestação está prevista para ser realizada na rua onde fica a residência oficial do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair. Os manifestantes estão também pedindo a renúncia de Ian Blair, que comanda a Polícia Metropolitana de Londres. Os ativistas acusam-no de tentar acobertar as circunstâncias da morte de Jean Charles. Na semana passada, uma emissora de TV britânica teve acesso a um relatório interno da polícia que contradizia as informações inicialmente divulgadas pela polícia sobre a morte do eletricista. Pouco após a morte de Jean Charles, a polícia divulgou que ele teria pulado a roleta do metrô e corrido de policiais, mas o relatório desmentiria essa versão. |
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