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Caso Jean Charles pode virar disputa diplomática, diz 'The Guardian' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A investigação do caso Jean Charles de Menezes pode levar a uma “grande disputa diplomática” entre o Brasil e a Grã-Bretanha, afirma nesta segunda-feira o jornal britânico The Guardian. Em reportagem de capa, o diário afirma que a Scotland Yard – a polícia de Londres – vai enfrentar “duros questionamentos” dos dois enviados especiais do governo brasileiro que vão investigar o caso. “O crescente interesse do governo brasileiro e a revolta da família De Menezes por terem sido oferecidas 15 mil libras para o pagamento de despesas (...) podem fazer a situação virar uma grande disputa diplomática”, diz o jornal. Sobre o mesmo caso, o The Times diz que, no sábado em que foi revelada a identidade de Jean Charles, policiais demoraram várias horas para informar o chefe da polícia, Ian Blair, que um inocente havia sido morto por engano. “O que ninguém sabe é por que ninguém o tirou da cama”, disse um agente ao jornal. O futuro do chefe da polícia metropolitana londrina segue em discussão nos jornais britânicos – o The Guardian diz que ele recebeu apoio do primeiro-ministro Tony Blair, enquanto o The Daily Mail observa que ele levou “uma pancada” em declarações do premiê interino, John Prescott. Já o The Times publica um artigo de opinião em que o jornalista Tim Hames diz que Ian Blair deve deixar o cargo, pois “sua condução do caso não inspira confiança”. Lula minado O jornal financeiro francês Les Échos diz em sua capa que “o poder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi minado pelos escândalos” que atingem seu governo. O diário observa que, após as denúncias feita contra o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na sexta-feira, “o real registrou sua mais forte baixa em dois anos em relação ao dólar”. O americano Los Angeles Times observa que “o escândalo dos subornos no Brasil chega mais perto de Lula” e, na Espanha, o ABC diz que, se for confirmado envolvimento de Palocci nas irregularidades denunciadas, “a economia brasileira corre o risco de se contaminar com a crise política”. O argentino Clarín diz que Palocci “passou para o ataque” com suas declarações no domingo, enquanto o La Nación observa que o ministro “recebeu um forte apoio de Lula”. Bento 16 Na Áustria, o Die Presse diz que o papa Bento 16 pode ficar satisfeito com sua participação na Jornada Mundial da Juventude Católica, em Colônia, na Alemanha, pois “ganhou a simpatia dos católicos” com seus modos “modestos e cada vez mais confiantes”. O francês Le Figaro também aprovou o desempenho do papa, dizendo que o evento presenciou o nascimento de um “estilo Bento 16”, com sua personalidade passando para o segundo plano em benefício do uso “da razão para transmitir uma fé clara”. O Libération acredita que a mudança feita pelo papa, em relação às participações de seu antecessor, João Paulo 2º, nos eventos com os jovens é que agora “há menos calor humano e mais dogma” nas celebrações religiosas. Mas o alemão Süddeutsche Zeitung considera que Bento 16 nem sempre foi compreendido por sua jovem audiência em Colônia, deixando muitos confusos com “sutilezas teológicas abstratas”. Mais ternura de farda O americano The Christian Science Monitor diz que os “notoriamente durões policiais do México estão procurando um lado mais suave” por meio da ênfase em “sensitividade e espiritualidade”. Isso porque a Força quer mudar a sua imagem negativa, refletida em críticas feitas em jornais sobre sua “inépcia, corrupção – e coisas piores”, diz o jornal. Para, isso, segundo a reportagem, muitos cadetes estão participando de “aulas de sensibilidade”, “grupos de discussão” e “seminários sobre valores humanos”, além de “sessões de oração e meditação”. |
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