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Brasileiros chegam para acompanhar caso Jean Charles | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma missão formada por dois representantes do governo brasileiro chegou nesta segunda-feira à tarde a Londres para acompanhar as investigações sobre a morte de Jean Charles de Menezes. Há exatamente um mês, o eletricista foi morto pela polícia britânica dentro da estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres. Os policiais o teriam confundido com um possível homem-bomba. Os dois representantes brasileiros são Wagner Gonçalves, subprocurador geral da República e corregedor-geral do Ministério Público Federal, e Márcio Garcia, diretor-adjunto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional. A embaixada do Brasil na Grã-Bretanha disse que a missão da dupla não é promover uma investigação paralela à que vem sendo conduzida pela Comissão Independente de Queixas sobre a Polícia (IPCC, na sigla em inglês), mas acompanhar o trabalho que está sendo desenvolvido. Na chegada, Garcia disse que a intenção do grupo é "entender um pouco melhor como o IPCC funciona, qual é a legislação que será aplicada e assim por diante". A intenção do grupo é lembrar a data em que Jean Charles foi morto e protestar contra a política de "atirar para matar", adotada pela polícia britânica após as explosões de julho em Londres. Agenda De acordo com a embaixada, os dois enviados brasileiros devem se encontrar com membros da comissão independente para obter informações sobre o inquérito. De acordo com o Ministério da Justiça, os representantes devem também se encontrar nesta segunda-feira com o vice-diretor da Polícia Metropolitana de Londres, John Yates. Na quarta-feira, está previsto um encontro da dupla com Nick Hardwick, o diretor do IPCC. Está marcada para às 18h, horário local (14h, horário de Brasília), uma manifestação organizada pelo grupo "Justiça para Jean", formado por ativistas de direitos humanos que pedem a punição dos policiais envolvidos na morte do brasileiro. A manifestação será em frente a Downing Street, a rua onde fica a residência oficial do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair. Os manifestantes estão também pedindo a renúncia de Ian Blair, que comanda a Polícia Metropolitana de Londres. Os ativistas acusam-no de tentar acobertar as circunstâncias da morte de Jean Charles. Na semana passada, uma emissora de TV britânica teve acesso a um relatório interno da polícia que contradizia as informações inicialmente divulgadas pela polícia sobre a morte do eletricista. Pouco após a morte de Jean Charles, a polícia divulgou que ele teria pulado a roleta do metrô e corrido de policiais, mas o relatório desmentiria essa versão. |
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