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Atualizado às: 19 de julho, 2005 - 22h47 GMT (19h47 Brasília)
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China amplia rede de estradas para estimular economia

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Expectativa chinesa é chegar a 85 mil km de rodovias expressas
O plano chinês de construir anualmente cerca de 4 mil quilômetros de estradas tem atraído cada vez mais o interesse de empresas internacionais de consultoria.

O país já alcançou metade de sua meta de construir uma rede de estradas com mais de 85 mil quilômetros, equivalente à americana, iniciada no final dos anos 1980.

Financiadores como o Banco de Desenvolvimento Asiático e o Banco Japonês para Cooperação Internacional insistem na contratação de consultores independentes para aconselhamento em muitos dos projetos mais ambiciosos.

"As instituições internacionais de financiamento exigem consultores estrangeiros para atuar como uma ponte entre eles e os clientes", diz Bill Austin, diretor-geral para a região da Ásia e Pacífico da consultora de engenharia Halcrow Ltd.

Plano

"Ajudamos os clientes a desenvolver seus projetos e elevar seus padrões", afirma Austin. "Este é o melhor ponto de entrada para consultores entrarem no mercado chinês."

A empresa foi contratada para supervisionar cinco rodovias no sudoeste do país. A intenção do governo é trazer desenvolvimento, em especial, a região oeste, menos desenvolvida do que o leste.

A China pretende conectar todas as cidades com mais de 200 mil habitantes com rodovias expressas.

Da capital Pequim, sete rotas conectam às cidade de Xangai, Taipé, Hong Kong, Kunmimg, Urumchi e Harbin.

O plano prevê ainda nove estradas adicionais de norte a sul, e 18 de leste a oeste.

Competição

As construtoras internacionais, no entanto, não se saem tão bem quando competem com as empresas chinesas.

Em geral, o custo do quilômetro para uma estrada de quatro pistas gira em torno de US$ 4 milhões, e o preço dobra se houver a necessidade da construção de pontes e túneis.

A China apresenta mais de 100 empresas construtoras capacitadas para assumir estes projetos.

Existe um potencial claro, no entanto, para empresas que fornecem equipamentos de construção e tecnologia de controle de tráfico. Cerca de 60% deste material é importado.

Longo prazo

Os governos regionais também têm interesse em atrair capital estrangeiro para financiar e operar sua rede de estradas. Isso os liberaria recursos para projetos ambientais, algo escasso na região.

"O oeste chinês pode ser considerado uma terra virgem", diz Li Zuwei, diretor da companhia de desenvolvimento das estradas de rodagem da região de Chongqing.

Zuwei diz que "tudo é negociável", incluindo direitos de desenvolvimento ao longo da rodovia, garantias razoáveis de retorno do investimento e políticas fiscais favoráveis.

Ele cita as ações de empresas como a Anhui Express, que viu seu valor subir em 41% nos últimos seis meses, após a constatação de que quatro de suas cinco rodovias apresentaram aumento nos lucros.

Apesar das regiões centrais e oeste do país apresentarem grande potencial, os investimentos precisam ser planejados a longo prazo devido ao menor poder aquisitivo das populações locais.

A rodovia que liga Chongquing a Fuling, por exemplo, foi muito celebrada na época de sua inauguração, há quatro anos.

O faturamento total deste ano, no entanto, não deve chegar a 10% de seu custo de US$ 600 milhões.

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