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Crise pode prejudicar sonhos de reeleição de Lula, diz 'Economist' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A revista The Economist desta semana destaca numa reportagem a crise no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto observa que "escândalo, popularidade em queda e crescimento econômico decadente não são os melhores preparativos para uma eleição". A revista explica que, com a imagem abalada com o caso de denúncias de corrupção nos Correios, os sonhos de reeleição de Lula podem sair prejudicados. "Essa dose de más notícias não são fatais para as chances eleitorais do presidente. Mas ameaçam debilitar seu governo." De acordo com a publicação britânica, com alianças com partidos como o PTB e esforços para impedir a investigação de corrupção com a criação da CPI, o Partido dos Trabalhadores "não consegue evitar uma imagem sórdida por associação". "Há poucos sinais de que Lula tenha planos de reformas para corrigir os problemas na burocracia e nos partidos que levaram pessoas nomeadas politicamente a embolsar propinas", afirma a Economist. "Pelo contrário, ele parece esperar que, até a votação, os eleitores já tenham esquecido disso." Iraque O diário americano Washington Post traz estatísticas alarmantes sobre o número de civis mortos recentemente no conflito no Iraque. Nos cálculos do Ministério do Interior do Iraque, 12 mil iraquianos morreram como resultado de ataques de insurgentes ao longo dos últimos 18 meses. Segundo o jornal, isso significa uma média de mais de 20 civis mortos por dia em atentados suicidas, tiroteios e outros ataques em todo o país. "As autoridades estimam que mais de 10,5 mil dessas vítimas eram muçulmanos xiitas, com base nos locais em que aconteceram as mortes", diz o Washington Post. Na contagem oficial do Pentágono, 1.663 militares americanos já morreram no Iraque desde a invasão do país, em março de 2003. Sebastião Salgado O jornal britânico The Independent publica nesta sexta-feira imagens inéditas do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado que foram censuradas na Grã-Bretanha nos anos 1980. Em 1988, Salgado foi contratado pela marca de cigarros Silk Cut para fotografar uma campanha publicitária em Pápua Nova Guiné. Ele registrou imagens de indígenas locais numa floresta vestindo máscaras ao lado de uma estrutura semelhante a um escudo de seda cor de rosa, numa referência em estilo artístico à marca de cigarros. Paul Arden, que era o diretor da campanha, conta que a Advertising Standards Angency (ASA, agência reguladora britânica de anúncios publicitários) proibiu as fotos "sob o pretexto de que elas eram ofensivas às minorias étnicas". "Eu acho que a ASA ficou com medo porque não sabia como ler ou interpretar as imagens", afirma Arden. "Eles pensavam que a gente estava aprontando alguma coisa. As agências reguladoras sempre acham que os publicitários querem burlar as regras. Não estávamos fazendo isso. As imagens eram apenas imagens interessantes." As fotos farão parte de uma nova exposição de fotos de Sebastião Salgado que estréia na próxima semana na Grã-Bretanha. |
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