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'Não' deixou UE em frangalhos, diz Guardian | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A vitória do “não” à Constituição européia em um referendo na Holanda, três dias após o mesmo resultado na França, é o destaque dos principais jornais europeus nesta quinta-feira. O jornal britânico The Guardian afirma que a “a derrota massiva deixou o projeto da União Européia em frangalhos”. “O bloco precisa resolver, com olhos bem abertos, o problema do que fazer agora. Será um erro convocar novos referendos, sob o risco de criar um efeito dominó de ‘nãos’ ainda maiores”, diz um editorial do jornal. Já o diário espanhol El Periódico afirma que o resultado dos referendos vai provocar tensão nas relações entre os países mais ricos e mais pobres da União Européia. E na França, onde o “não” provocou uma crise interna no governo, o jornal Libération diz que o único “Plano B para a Europa será o de Tony Blair: uma enorme zona de livre-comércio e o mais sem lei possível”. Crise interna O alemão Berliner Zeitung lembra, no entanto, que a motivação dos holandeses foi diferente da dos franceses. “Ao contrário da esquerda francesa, que acham que a União Européia é muito pró-mercado, os holandeses crêem que o bloco é muito resistente a reformas”, diz o jornal. A imprensa holandesa, no entanto, se mostra mais preocupada com o futuro político do país. Para o diário Trouw, o resultado da votação foi um ato de rebeldia da população. “Pela terceira vez em três anos, os cidadãos se revoltam contra o sistema político e social”, diz o jornal. “A população deixou claro que está falando sério: as coisas vão precisar mudar na nossa democracia.” Argentina e Brasil O diário argentino La Nación destaca a notícia de que o déficit comercial do país com o Brasil chegou a uma marca história em março, ao alcançar US$ 334 milhões, segundo uma pesquisa divulgada pelo Centro de Estudos Bonaerense. A mesma pesquisa indica que as exportações da Argentina para o Brasil cresceram 32,4%, mas foram insuficientes para compensar as importações, que aumentaram 44,5%, também um recorde. Os argentinos importaram mais carros, maquinário, produtos eletrônicos, pláticos, produtos siderúrgicos e químicos orgânicos vindos do Brasil. Mas exportaram para os brasileiros mais autopeças, terminais portáteis de telefonia celular e minerais de ferro aglomerados. O estudo também mostrou que a Argentina tem importado mais e exportado menos para a China. |
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