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Baixo crescimento do PIB pode derrubar popularidade de Lula, diz FT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico Financial Times desta quarta-feira afirma que a notícia sobre o menor crescimento do PIB brasileiro desde 2003 pode reduzir ainda mais o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A agenda legislativa de Lula já sofre um atraso devido à disputa interna em sua aliança governista, com a instalação de inquérito parlamentar para investigar denúncias de corrupção envolvendo o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), um de seus aliados”, afirma o FT. O diário lembra que a popularidade Lula caiu de 60,1% em abril para 57,4% em maio. E que, entre os entrevistados na pesquisa, 45,2% consideraram inadequada a política econômica de seu governo. O jornal americano The New York Times também comenta a notícia, dizendo que os resultados divulgados pelo IBGE são a prova de que as altas taxas de juros estão “segurando” a economia brasileira. França O mesmo New York Times comenta, em editorial, as mudanças no governo da França após a vitória do “não” em um referendo para decidir sobre o apoio do país à Constituição européia. “O presidente Jacques Chirac teve que se mexer rapidamente para controlar os estragos. Mas embaralhar antigas figuras pode não acalmar as massas”, afirma o jornal. Já o diário francês Libération descreve a nomeação dos “inimigos” Dominique de Villepin como primeiro-ministro e Nicolas Sarkozy como ministro do Interior como o “ménage à trois de Chirac”. “É o mais novo jogo patético de Jacques Chirac para responder à palmada que ele recebeu no domingo. Fraco demais para assumir uma escolha, o chefe de Estado escolheu não escolher e colocou todos no mesmo barco, sob o risco de afundar toda a direita”, afirma o jornal, em editorial. Segundo o Libération, com a manobra, o presidente francês espera atrasar em alguns meses o início da batalha pela sua sucessão. Mas o jornal lembra que tanto Villepin como Sarkozy são fortes candidatos à Presidência em 2007, “o que pode transformar a máquina do Estado em um palco de rivalidades”. Live 8 Na Grã-Bretanha, o anúncio do megashow Live 8, em que artistas como Madonna, Paul McCartney e U2 se apresentarão em prol da luta contra a pobreza na África, provocou uma série de editoriais sobre o assunto na imprensa. O The Guardian publica a primeira de uma série de reportagens sobre uma investigação realizada pelo jornal em três países africanos e que concluiu que, em vez de ajudar essas nações a enriquecer, grandes empresas são acusadas de facilitar a corrupção e provocar instabilidade. Já o The Independent traz um editorial que contesta a utilidade de campanhas como a que culminará nos megashows em cinco cidades. “Todas as iniciativas populistas para ajudar a África ainda sentem falta de um ingrediente crítico: uma estratégia para lidar com a incompetência criminosa das elites negras pós-colonialistas do continente”, diz o jornal. |
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