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Guerra pelo Filme | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Cannes tivemos mais um Guerra nas Estrelas do George Lucas e uma Batalla en el Cielo, do mexicano Carlos Reygadas mas nos bastidores mais de 50 países brigam, não pelos filmes no festival, mas pelos futuros filmes. Os gregos montaram uma ofensiva com a campanha: Filme seu mito na Grécia. A mobilização começou depois que viram Tróia com o Aquiles de Brad Pitt em Malta, no México, Marrocos e nos estúdios ingleses. Nenhuma cena na Grécia. O governo grego quer aprovar ainda este ano o mais irresitível pacote de Os alemães, franceses e ingleses são mais generosos que os americanos mas o comandante Bush contra atacou no ano passado. Quem investir em filmes de até US$ 15 milhões deduz 100% do imposto de renda federal e não precisa esperar o filme ser lançado. Deduz no ano que investe. O estado de Nova York oferece 10% de incentivos fiscais, a cidade oferece outros 5% e mais 1% de publicidade gratuita em espaços públicos. Os grandes estúdios de Hollywood lançaram no ano passado 138 filmes que faturaram mais de US$ 7 bilhões no mundo inteiro. Em faturamento, Nova York não chega nem perto de Hollywood, mas no ano passado 202 filmes foram, pelo menos em parte, rodados em Nova York, que está reconquistando território perdido para outras cidades americanas, canadenses e do leste europeu. Estas regras valem para ficções e documentários mas um produtor conhecido meu tentou, há pouco tempo, filmar na Amazônia, e acabou perdendo a parada contra os obstáculos burocráticos do governo federal. Nesta guerra de foices pelo filme estrangeiro, o malandro brasileiro está armado com gilete. |
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