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Acordos regionais reforçam 'morte da Alca', dizem analistas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os acordos regionais, como o DR-Cafta e o acordo andino, que estão sendo negociados pelos Estados Unidos reforçam a tese de que a idéia da Alca – um acordo amplo para toda a América – não deve sair do papel. Essa é a visão dos especialistas em comércio exterior entrevistados pela BBC Brasil em Washington. Além do Cafta, os americanos também estão negociando um acordo com os países andinos – com exceção da Venezuela – e já tem um acordo com o Chile. Se o acordo com América Central for aprovado, diminui ainda mais o interesse dos Estados Unidos pelo acordo hemisférico. Entre os países grandes, só ficam faltando Brasil e Argentina, os que mais resistem nas negociações para a Alca porque querem acesso ao mercado agrícola americano. Por outro lado, na avaliação dos analistas, mesmo se o Cafta não for aprovado pelo Congresso, há muito poucas chances de que um acordo mais amplo, com países maiores, seja aprovado. "Se o Cafta está morto, a Alca está ainda mais. E se o Cafta passar, não vejo como a Alca possa ser ressuscitada", diz consultor do Instituto Cato, Daniel Ikenson. 'Diferenças demais' Ele acha que as diferenças entre Brasil e Estados Unidos são tão grandes que têm mais chances de serem resolvidas na Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio, do que nas negociações para a Alca, retomadas apenas formalmente este ano, mas sem avanços. O cientista político Riordan Roett, diretor do departamento dedicado a estudos das Américas da Universidade John Hopkins, usou a mesma linguagem. “A Alca está morta”, disse ele. “Não tem muito ânimo no Brasil e nem nos países andinos para a Alca. Robert Portman, o novo embaixador para comércio exterior fala de maneira muito favorável (sobre a Alca), mas ele não tem os votos para levar o processo adiante”, diz Roett. O presidente do Interamerican Dialogue, Peter Hakim, acredita que o lobby do governo vai acabar vencendo e que o Cafta vai acabar sendo aprovado. “É muito importante para a agenda de comércio dos Estados Unidos porque senão dificulta a negociação de qualquer outro acordo”, afirma. |
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