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OEA se reúne com novo presidente do Equador | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), que está no Equador, afirmou que não vai comentar o encontro com o novo presidente Alfredo Palacio, nesta quarta-feira, até que complete uma maratona de reuniões com representantes do Congresso, da Igreja, de sindicatos, dos grupos indígenas e do setor privado. O grupo da OEA está no país para analisar a legalidade de Palacio, que chegou ao poder depois que o Congresso votou por unanimidade a destituição do então presidente Lucio Gutiérrez, que está asilado no Brasil. Até agora, nenhum dos países membros da OEA reconheceu o novo governo equatoriano. De acordo com o representante da Venezuela na OEA, Jorge Valero, a missão não vai interferir nos assuntos internos do Equador. Sanções "A missão não tem propósitos intervencionistas, e nosso relatório será um instrumento do Conselho Permanente para iniciar um debate em que cada país membro decidirá sua posição", afirmou Valero. A organização tem o poder de impor sanções ao Equador caso conclua que a saída de Gutiérrez foi inconstitucional. A Federação Internacional de Direitos Humanos, com sede em Paris, divulgou um comunicado pedindo para que a OEA respeite a vontade popular e ajude principalmente na reorganização do sistema judiciário equatoriano, de acordo com as leis do país. A missão, que fica no Equador até sábado, é liderada pelo secretário-geral interino da OEA, Luigi Einaudi, e pelo presidente do Conselho Permanente e embaixador do Peru na OEA, Alberto Borea. Além deles, fazem parte também os embaixadores na OEA do Chile, Guiana, Honduras, México e Venezuela. O representante dos Estados Unidos na OEA, Timothy Dunn, e o embaixador canadense no Equador, Brian Oak, completam a missão. |
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