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Atualizado às: 21 de abril, 2005 - 15h13 GMT (12h13 Brasília)
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Condoleezza Rice pede calma e respeito à lei no Equador
Condoleezza Rice
Rice está na Lituânia para reunião da Otan
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu calma e respeito a normas constitucionais no Equador, depois que o presidente Lucio Gutiérrez foi deposto e se refugiou na embaixada brasileira.

"Estamos simplesmente pedindo calma na região. Não deve haver violência. É preciso agora haver um processo constitucional para chegar às eleições, se é isso que é previsto para o futuro."

Rice fez a declaração em Vilnius, na Lituânia, onde participa de reunião dos ministros das Relações Exteriores dos países da Otan, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos.

"Nós temos relações com o ex-vice-presidente e atual presidente", disse Rice sobre Alfredo Palacio, indicado pelo Congresso para cumprir o restante do mandato de Gutiérrez, que vai até o final de 2007.

"Mas esse realmente é o momento para a região inteira, em particular, e para a comunidade internacional, tentar colocar lá um processo democrático e um processo constitucional."

Desde 1997, três presidentes equatorianos foram forçados a deixar o poder antes de terminar seus mandatos.

Importância estratégica

Equador tem importância estratégica para Washington por ser um país andino em zona de produção e tráfico de drogas, vizinho da Colômbia e, portanto, "um elemento na busca da estabilidade colombiana", de acordo com o correspondente da BBC Mundo na capital americana, Carlos Chirinos.

Protestos em Quito
Grandes manifestações pressionaram presidente a deixar o cargo

Depois de semanas de violentas manifestações exigindo sua remoção do cargo, o presidente do Equador foi deposto em votação unânime pelo Congresso.

Promotores ordenaram sua prisão por tentativa de reprimir os protestos, mas Lucio Gutiérrez pediu asilo na embaixada brasileira em Quito.

O embaixador brasileiro em Quito, Sérgio Florêncio, disse à rádio Caracol de Bogotá que todas as medidas estão sendo tomadas para conseguir a transferência com segurança de Gutiérrez ao Brasil.

Ele disse que não sabe quando isso aconteceria, mas que espera que seja "o mais rápido possível".

Na noite de quarta-feira, o Exército, que retirou o apoio ao ex-presidente, fechou o aeroporto para impedir que ele possa deixar o país.

Novo governo

Em pronunciamento em cadeia nacional, o novo presidente do Equador, Alfredo Palacio, disse que vai restaurar um governo para o povo.

Ele afirmou que vai considerar a possibilidade de realizar eleições antecipadas, mas que não tem planos de dissolver o Congresso.

"Vou aceitar a vontade do povo. Minha posição (como presidente) depende do povo, mas primeiro precisamos de ordem", declarou.

Palacio acrescentou que pode convocar um referendo nos próximos meses para formar uma Assembléia para redigir uma nova Constituição antes da realização de eleições no país.

News image
O vice Alfredo Palacio assumiu o poder

Gutiérrez assumiu o poder como esquerdista há mais de dois anos, mas perdeu o apoio de seus partidários indígenas ao implementar políticas de livre mercado.

Sua tentativa de dissolver a Suprema Corte provocou grandes protestos contra o governo.

Há notícias de que a situação em Quito está voltando ao normal, horas depois de manifestantes contrários ao governo haverem se confrontado com partidários de Gutiérrez.

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