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Brasil concede asilo diplomático a Lucio Gutiérrez | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil concedeu asilo diplomático ao presidente destituído do Equador, Lucio Gutiérrez. Uma fonte do Itamaraty disse à BBC que Gutiérrez está na embaixada brasileira em Quito porque já recebeu a proteção. Ele foi destituído do cargo nesta quarta-feira, depois que o Congresso equatoriano aprovou uma moção acusando-o de "abandonar o posto". No entanto, de acordo com a fonte do Itamaraty, uma concessão de asilo territorial, que permitiria que Gutiérrez se refugiasse no Brasil, levaria mais tempo porque teria que ser aprovado pelo Ministério da Justiça. Uma nota divulgada pelo Ministério afirma que o governo brasileiro "está tomando as providências cabíveis para a concessão do asilo". O Itamaraty afirma ainda que a concessão de asilo político é "tradição regional e instituto do Direito Internacional Público". Na nota, o governo brasileiro reitera que acompanha a situação no país "com preocupação" e que espera "uma solução pacífica que assegure a normalidade institucional". O vice-presidente Alfredo Palácio foi nomeado substituto de Gutiérrez. Palácio já prestou juramento e, como primeira medida, anunciou o fechamento das fronteiras nacionais. Palácio, um cardiologista de 66 anos, deu a sua primeira entrevista coletiva como presidente nesta quarta-feira à noite. Ele disse que a sua posse "está dentro do marco constitucional e da legalidade" e prometeu fazer uma "reestruturação profunda" do Estado equatoriano , que qualificou como "obsoleto". |
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