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Oposição do Equador quer impeachment contra presidente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes da oposição do Equador disseram que vão mover um processo de impeachment contra o presidente do país, Lucio Gutiérrez. "Ele está sozinho e nós precisamos de um impeachment para nos livramos dele", disse o parlamentar Carlos Gonzalez à agência de notícias Reuters. Ainda nesta segunda-feira, milhares de manifestantes tomaram as ruas na cidade de Guayaquil, para pedir a renúncia de Gutierrez. Liderados pelo prefeito de Guayaquil, Jaime Nebot, eles acusavam o líder equatoriano de violar a Constituição e interferir no sistema judiciário. Protestos menores foram realizados em Quito, a capital do país. A articulação para o impeachment e os protestos acontecem um dia depois de o Congresso do Equador chegar a um consenso no impasse em torno da destituição da Suprema Corte. Eles decidiram destituir todos os 31 juízes do tribunal. Os partidos da oposição acusam Gutierrez, um ex-coronel, de buscar poderes ditatoriais por demitir os juízes da Suprema Corte e substituí-los com aliados seus, em dezembro. Na época, congressistas aliados do presidente do Equador, Lucio Gutiérrez, destituíram a Suprema Corte anterior e indicaram novos juízes supostamente favoráveis ao presidente. A indicação gerou fortes protestos, que cresceram quando os juízes anularam os processos contra os ex-presidentes equatorianos Abdalá Bucaram e Gustavo Noboa e o ex-vice-presidente Alberto Dahik. Na última sexta-feira, Gutiérrez anunciou a dissolução do tribunal, provocando novas acusações da oposição. Governo e oposição têm propostas diferentes para assegurar a independência do Judiciário e acusam um ao outro de tentar controlar os tribunais. O Congresso vai debater as propostas nesta terça-feira. Líderes da oposição dizem que, antes de iniciar o procedimento de impeachment, eles querem terminar as reformas na Suprema Corte. A oposição precisa de uma simples maioria para dar início ao processo de impeachment e de dois terços do Congresso para afastá-lo do poder. Uma tentativa semelhante falhou no ano passado. O presidente chegou a declarar estado de emergência na sexta-feira para impedir os protestos, mas as pessoas saíram às ruas mesmo assim e Gutiérrez acabou suspendendo o estado de exceção para negociar com a oposição. Gutiérrez disse no domingo que não vai renunciar, apesar dos protestos populares. Ele minimizou o impacto das manifestações e disse que elas se limitam à capital. As declarações foram feitas a correspondentes estrangeiros no palácio do governo enquanto o Congresso realizava a sessão extraordinária que dissolveu da Suprema Corte. Gutiérrez disse que o breve estado de emergência que decretou na sexta-feira, suspenso 19 horas depois, teve como objetivo dar-lhe poderes especiais para dissolver o tribunal. "Não foi feito absolutamente nada contra os direitos civis e humanos", acrescentou. Desde 1997, dois presidentes do Equador foram forçados a deixar o cargo depois de grandes manifestações de protesto. |
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