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Quito tem protestos apesar de estado de emergência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Manifestantes saíram às ruas de Quito neste sábado para protestar contra o governo do presidente Lúcio Gutiérrez. Os protestos aconteceram apesar de o presidente do Equador ter declarado estado de emergência na sexta-feira. Segundo correspondentes na capital equatoriana, milhares de pessoas se reuniram em vários pontos de Quito para manifestar oposição ao governo. Também foram vistos grupos se manifestando a favor do presidente. Suprema Corte Na sexta-feira, além de decretar estado de emergência em Quito, Gutiérrez também dissolveu a Suprema Corte, em meio a protestos contra mudanças feitas por ele no sistema judiciário. Os poderes emergenciais permitem que o governo tome medidas excepcionais para conter a crise. O estado de emergência tamém restringe os direitos constitucionais, como a livre associação e a liberdade de opinião. A medida, anunciada por Gutiérrez em cadeia de TV nacional, é tomada um dia depois de o Congresso não ter conseguido chegar a um consenso sobre novos nomes para substituírem os juízes da Suprema Corte. Os atuais juízes da instância máxima da Justiça equatoriana assumiram em dezembro depois que aliados do presidente no Congresso aprovaram a demissão dos então membros. As mudanças geraram protestos da oposição e de parte da população. A crise se agravou quando os novos juízes da Suprema Corte anularam os processos contra os ex-presidentes equatorianos Abdalá Bucaram e Gustavo Noboa e o ex-vice-presidente Alberto Dahik. A oposição diz que a reestruturação do tribunal constitui interferência do Executivo no Poder Judiciário e acusa o presidente de buscar poderes ditatoriais. Gutiérrez se defende dizendo que as mudanças foram feitas dentro da lei. Um ex-coronel, Gutiérrez chegou ao poder em 2002. |
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