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Exército se recusa a intervir em crise política do Equador | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As Forças Armadas do Equador se recusaram a intervir na crise entre o governo e a oposição do país. Na terça-feira, o prefeito de Quito, Paco Moncayo, chamou o presidente Lucio Gutiérrez de ditador e pediu a intervenção do Exército. As Forças Armadas, no entanto, fizeram um apelo para que os dois lados se entendam de forma pacífica. A crise começou em dezembro, quando o governo, apoiado pela maioria do Parlamento, decidiu demitir toda a Corte Suprema de Justiça. Desde então, a oposição acusa o presidente de buscar poderes ditatoriais. Gutierrez, um ex-coronel que chegou ao poder em 2002, diz que os juízes estavam contra ele. A crise teve o seu ápice na semana passada, quando a nova Suprema Corte retirou as acusações contra os ex-presidentes equatorianos Abdalá Bucaram e Gustavo Noboa e o ex-vice-presidente Alberto Dahik. Manifestações de rua, envolvendo partidários e opositores de Gutiérrez, terminaram com prisões e vários feridos. Por causa da crise, Gutiérrez resolveu cancelar a viagem ao Vaticano, para o enterro do papa João Paulo 2º. Os edifícios do Congreso, da Presidência da República e da Corte Suprema de Justiça continuam protegidos por um forte esquema de segurança. Policiais têm dispersado os manifestantes com gás lacrimogêneo. |
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