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Equador diz na OEA que vai permitir saída de Gutiérrez | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-vice-presidente do Equador, Blasco Peñaherrera, confirmou nesta sexta-feira que o novo governo vai permitir que o presidente destituído Lucio Gutiérrez saia do país e obtenha asilo político no Brasil. “Quero afirmar categoricamente que, no se refere ao ex-presidente Lucio Gutiérrez, lhe foi concedido asilo porque nós respeitamos o ilustre governo do Brasil, que lhe deu asilo, e respeitamos a instituição do asilo político”, disse Peñaherrera, durante a sessão da OEA (Organização dos Estados Americanos) para discutir a situação do Equador. Gutiérrez, que está na embaixada brasileira em Quito, precisa receber do governo equatoriano um salvo-conduto, documento que permitiria que fosse transportado em segurança e sem risco de ser preso ao aeroporto. “O pedido será processado nas próximas horas”, afirmou, ao fim de um relato sobre os acontecimentos no país desde fevereiro aos representantes dos outros 33 países-membros da OEA. Peñaherrera, que foi vice-presidente entre 1984 e 88, veio a Washington como enviado do novo governo equatoriano, que assumiu depois da destituição de Gutiérrez, na quarta-feira. Sessão extraordinária A sessão extraordinária da OEA para discutir o caso do Equador foi marcada para quinta-feira, e depois adiada para o dia seguinte para que os representantes do novo governo pudessem participar. Peñaherrera descreveu os fatos que resultaram na queda de Gutiérrez como “atentados contra a Constituição e a institucionalidade política do país” e pediu a ajuda da OEA. “Venho pedir sua solidariedade com o povo equatoriano, e ao mesmo tempo pedir o apoio, a ajuda da organização, na dura tarefa de restaurar a institucionalidade política do nosso país”, afirmou o ex-vice-presidente. “Apresentamos e pedimos uma resolução que concilie as aspirações do povo equatoriano com as aspirações do povo dos países da OEA e de todas as América.” Além de Peñaherrera, a delegação enviada pelo novo governo a Washington é formada por membros de governos anteriores do Equador, o ex-chanceler Edgar Terán, o ex-vice-chanceler Mario Alemán e o ex-presidente do Tribunal Constitucional, Gil Barragán. |
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