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Israel espera equilíbrio em cúpula árabe, diz ministério | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
"Israel espera que a Cúpula América do Sul-Países Árabes não adote resoluções unilaterais e radicais", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Mark Regev, à BBC Brasil. De acordo com o porta-voz, "Israel pode ter boas relações com alguns países árabes, como de fato o tem, mas a Liga Árabe é uma organização problemática, pois tem a tendência de recorrer sempre ao denominador comum mais baixo e adotar uma linha radical e unilateral". Regev disse à BBC Brasil que, quando o governo israelense soube que uma cúpula de países sul-americanos e países árabes seria realizada em Brasília, com a participação da Liga Árabe, o país imediatamente recorreu aos "seus bons amigos na América do Sul, para que servissem como elementos moderadores neste encontro". O porta-voz se recusou a fazer qualquer menção específica ao papel do Brasil na organização da reunião limitando-se a declarar que "Israel tem muitos amigos verdadeiros na América do Sul". Abbas O jornal Haaretz fez uma ampla cobertura da Cúpula, destacando as declarações políticas feitas pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. O título da reportagem do jornal é: "Abbas questiona a visão democrática de Israel". Segundo o Haaretz, o objetivo da Cúpula é diminuir a influência dos Estados Unidos. "Líderes sul-americanos e árabes se uniram para reduzir a influência internacional dos Estados Unidos e iniciaram a sua primeira cúpula para promover a cooperação política e econômica", afirma o jornal. O jornal também menciona a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Silva convidou os participantes da Cúpula a lutar por regras de livre comércio que ajudem as massas dos países em desenvolvimento que vivem em miséria, em vez de beneficiar somente os países ricos e as corporações multinacionais". De acordo com o jornal israelense, o presidente do Brasil vem conduzindo essa política" desde que se tornou o primeiro líder de esquerda eleito a presidente no maior país da América Latina". |
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